O Ibovespa encerrou a semana com um ganho de 3,58%, atingindo um novo recorde de fechamento em 195.129,25 pontos e marcando a oitava sessão consecutiva de ganhos. Este foi o 15º recorde de fechamento do ano, com a máxima histórica intradia também renovada para 195.513,91 pontos. A valorização foi impulsionada principalmente pela alta do petróleo, com o Brent a US$ 99,24 e o WTI a US$ 102,25, refletindo o otimismo do mercado em relação a um frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, apesar das incertezas geopolíticas. O dólar comercial caiu 0,78%, atingindo R$ 5,063, o menor valor em dois anos.
No cenário internacional, as bolsas de Nova York registraram alta pela segunda sessão consecutiva, com o S&P 500 se aproximando de seu recorde de fechamento. O Dow Jones subiu 0,58%, o S&P 500 ganhou 0,62% e o Nasdaq avançou 0,83%. No entanto, os futuros de Nova York operam em baixa, aguardando sinais de paz duradoura entre EUA e Irã, com o presidente Donald Trump expressando otimismo, mas ameaçando Teerã por cobrança de taxas no Estreito de Ormuz. A Petrobras (PETR4) subiu entre 2,40% e 2,77% devido à alta do petróleo, enquanto ações de tecnologia como Coreweave, Intel e Amazon tiveram ganhos significativos, impulsionados por acordos e investimentos em IA.
A volatilidade do mercado foi marcada por ataques de Israel ao Líbano e restrições do Irã no Estreito de Ormuz, intensificando preocupações com a inflação e a política monetária global. Apesar disso, a bolsa brasileira é vista como barata em dólar, atraindo investidores estrangeiros e reforçando o fluxo de capital, sendo o principal motor do rali. Casas como Morgan Stanley e JPMorgan destacam o Brasil como uma aposta relevante em mercados emergentes, combinando juros elevados, atratividade do carry trade e melhora da percepção de risco. Mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente no azul, enquanto mercados europeus operam em alta, e o Japão planeja liberar reservas de petróleo a partir de maio para 20 dias de consumo.
Dados econômicos desanimadores nos EUA, como o PIB do 4T25 abaixo do esperado e a inflação PCE elevada, foram ignorados pelo mercado, focado na situação geopolítica e aguardando dados importantes como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março. No cenário doméstico, o governo federal planeja ajustes fiscais em 2026, mesmo em ano eleitoral, com gatilhos de contenção de despesas. A produção industrial brasileira cresceu 0,9% em fevereiro, superando as expectativas, e a bolsa brasileira renovou recorde em meio a esses fatores.
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