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Alckmin lamenta rejeição de Messias ao STF; governo buscará novo nome

O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou a rejeição de Jorge Messias para o STF pelo Senado, enquanto aliados de Lula apontam falhas na condução da indicação. O governo deve indicar um novo nome antes das eleições.

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Foto: G1 Política
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04/05 às 23:04 · atualizado 05/05 às 11:13

Pontos principais

  • Geraldo Alckmin confirmou que o presidente Lula está escolhendo um novo nome para o STF.
  • A rejeição de Jorge Messias pelo Senado ocorreu com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
  • Esta foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos (desde 1894).
  • Aliados de Lula atribuem a derrota a erros de Messias, como insistir na mensagem presidencial sem apoio e confiar em apoio da oposição.
  • A proximidade de Messias com o ministro André Mendonça e declarações sobre o código de conduta do STF foram vistas como erros estratégicos.
  • O governo federal planeja indicar um novo nome para o STF antes das eleições, segundo o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai.
  • Uczai minimizou o impacto político da derrota, destacando que o governo teve poucas derrotas no Congresso em comparação com o ano anterior.

O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal e informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está definindo uma nova indicação. Alckmin elogiou a qualificação e experiência de Messias, destacando o prejuízo aos trabalhos da Corte com a ausência de um ministro, especialmente em um momento de alta demanda processual. Ele minimizou desgastes na relação entre o Planalto e o Senado, ressaltando o perfil conciliador de Lula.

A rejeição de Messias, que obteve 42 votos contrários e 34 favoráveis, marca a primeira vez em 132 anos (desde 1894) que um indicado ao STF não é aprovado pelo Senado. Messias expressou ressentimento, alegando ter sido alvo de um processo de "desconstrução de sua imagem" e "mentiras".

Aliados do presidente Lula, por sua vez, atribuem a derrota a erros do próprio Messias, como a insistência na mensagem presidencial sem o apoio necessário e a confiança excessiva em setores da oposição. A proximidade de Messias com o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis no STF, e declarações em defesa do código de conduta da Corte também foram apontadas como falhas estratégicas. Interlocutores do Planalto criticam a falta de reconhecimento da deterioração do ambiente no Senado e a atuação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Senadores também reclamaram da pouca atuação de Lula na articulação e busca por votos, gerando pressão sobre o Planalto para reorganizar sua articulação política. Após a derrota, o governo federal planeja indicar um novo nome para o STF antes das eleições, conforme avaliação do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai. Uczai minimizou o impacto político da rejeição, destacando que o governo teve poucas derrotas no Congresso em comparação com o ano anterior, apesar de também ter sido derrotado na análise do projeto da dosimetria. O líder petista afirmou que o Planalto manterá o diálogo com o Congresso e não adotará retaliações.

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