O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal e informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está definindo uma nova indicação. Alckmin elogiou a qualificação e experiência de Messias, destacando o prejuízo aos trabalhos da Corte com a ausência de um ministro, especialmente em um momento de alta demanda processual. Ele minimizou desgastes na relação entre o Planalto e o Senado, ressaltando o perfil conciliador de Lula.
A rejeição de Messias, que obteve 42 votos contrários e 34 favoráveis, marca a primeira vez em 132 anos (desde 1894) que um indicado ao STF não é aprovado pelo Senado. Messias expressou ressentimento, alegando ter sido alvo de um processo de "desconstrução de sua imagem" e "mentiras".
Aliados do presidente Lula, por sua vez, atribuem a derrota a erros do próprio Messias, como a insistência na mensagem presidencial sem o apoio necessário e a confiança excessiva em setores da oposição. A proximidade de Messias com o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis no STF, e declarações em defesa do código de conduta da Corte também foram apontadas como falhas estratégicas. Interlocutores do Planalto criticam a falta de reconhecimento da deterioração do ambiente no Senado e a atuação direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Senadores também reclamaram da pouca atuação de Lula na articulação e busca por votos, gerando pressão sobre o Planalto para reorganizar sua articulação política.
Times Brasil • 4 mai, 22:51
G1 Política • 4 mai, 15:22
InfoMoney • 4 mai, 08:34
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