O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o ambiente no Senado Federal está favorável à aprovação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), substituindo Luís Roberto Barroso. Messias, que será a quinta indicação de Lula para a Corte, planeja realizar um 'beija-mão' no Senado, buscando apoio de diversos senadores, incluindo aqueles da oposição. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assegurou ao governo que não atuará contra a aprovação, embora não vá fazer campanha pela indicação. A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está prevista para ocorrer entre o final de abril e o início de maio.
No entanto, a declaração de Lula de que senadores "pensam que são Deus", feita em entrevista no Ceará, gerou forte reação no Congresso e pode tensionar o ambiente para a análise da indicação. O presidente também criticou o longo mandato de oito anos dos senadores, afirmando que isso pode levar a problemas de governabilidade caso não haja uma base aliada. Líderes da oposição criticaram duramente a fala, e senadores de centro e governistas consideraram-na "infeliz", reconhecendo que o timing não ajuda na articulação política.
O episódio se soma a uma relação já desgastada entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tem resistido à indicação de Messias e detém o poder de decidir quando encaminhar a indicação à CCJ, sem prazo regimental para tal. A avaliação é que a sabatina de Jorge Messias não deve avançar no curto prazo, seguindo o ritmo imposto por Alcolumbre.
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