O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, a primeira desde 1894. A oposição e aliados de Lula defendem que a vaga seja preenchida apenas após as eleições.

O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), marcando a primeira vez desde 1894 que uma indicação presidencial à Corte é barrada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi um dos principais articuladores da derrota de Messias, chegando a prever o resultado da votação ao líder do governo, Jaques Wagner, segundos antes do anúncio oficial. Alcolumbre afirmou que Messias perderia por oito votos, o que se confirmou com o placar de 34 a 42. A assessoria de Alcolumbre confirmou a veracidade de um áudio vazado da transmissão da TV Senado, onde a previsão foi feita. Alcolumbre defendia a indicação de seu aliado e antecessor, Rodrigo Pacheco, e recusou-se a receber Messias durante o processo.
Diante da rejeição, a oposição no Senado e até mesmo aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que não haja uma nova indicação para o STF antes das eleições. Senadores da oposição afirmam que Alcolumbre se comprometeu a não pautar sabatinas para novas indicações antes do pleito, prometendo que a escolha caberá ao presidente eleito em outubro. Aliados de Lula também sugerem que ele não preencha a vaga neste ano, especialmente após a derrota de Jorge Messias. Assessores de Lula indicam que o presidente não esperava a rejeição e ainda não avaliou os próximos passos. A senadora Tereza Cristina e o senador Flavio Bolsonaro também defendem que a indicação seja feita pelo próximo presidente eleito.
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