As bolsas de valores europeias fecharam em queda acentuada, com o índice pan-europeu STOXX 600 registrando seu maior recuo diário em aproximadamente um mês. A principal causa foi a escalada das hostilidades no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo bruto e, consequentemente, as expectativas de inflação e de múltiplos aumentos de juros pelo Banco Central Europeu. Setores como bancos da zona do euro e montadoras de automóveis foram particularmente atingidos, com quedas de 2,7% e 2,1%, respectivamente, e empresas como Continental, Mercedes-Benz, Volkswagen e BMW registraram perdas significativas.
Além do cenário geopolítico, o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia para 25% contribuiu para o pessimismo do mercado. Os principais índices de Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa também registraram quedas significativas, refletindo a preocupação dos investidores com a instabilidade global e as tensões comerciais. Apesar de um aumento no índice PMI da zona do euro, dirigentes do BCE mantiveram um tom vigilante, indicando a possibilidade de alta de juros em junho.
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