Mercados globais recuam com tensões geopolíticas e incertezas econômicas
Bolsas globais operam em queda pressionadas por tensões entre EUA e Irã, novas tarifas comerciais, incertezas sobre juros e resultados corporativos negativos.
Pontos principais
- Mercados asiáticos e europeus operam em baixa devido à renovação de confrontos entre Washington e Teerã.
- O Ibovespa recua quase 2% diante da aversão ao risco e da revisão para cima das projeções da taxa Selic.
- A proposta dos EUA de aplicar tarifas de até 12,5% a 60 parceiros comerciais eleva temores de protecionismo global.
- Tensões militares e o bloqueio no Estreito de Ormuz impulsionam o preço do petróleo no mercado internacional.
- Ações da Akzo Nobel despencam 17,2% após o fracasso de negociações de aquisição por concorrentes.
- O índice Stoxx 600 recuou 0,5% enquanto a Partners Group restringiu retiradas de investidores.
- A Alphabet anunciou a ampliação de sua captação para US$ 84 bilhões focada em infraestrutura de inteligência artificial.
- Dados do relatório ADP de emprego superaram as expectativas, elevando a cautela para o payroll de sexta-feira.
Os mercados globais operam sob forte aversão ao risco, com as bolsas asiáticas e europeias registrando quedas significativas. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuou 0,5% em meio a incertezas sobre as novas tarifas americanas, que podem atingir até 12,5% de sobretaxa em 60 países sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. A instabilidade geopolítica, agravada pela renovação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, mantém o preço do petróleo em trajetória de alta, enquanto o presidente Donald Trump intensifica o discurso sobre o programa nuclear iraniano.
No cenário corporativo, o ambiente é de volatilidade. As ações da Akzo Nobel despencaram 17,2% após a desistência da Nippon Paint e da Sherwin-Williams em suas propostas de aquisição. No mesmo setor financeiro, a Partners Group viu seus papéis caírem 16,3% após restringir retiradas de investidores, embora a Inditex tenha apresentado resultados positivos com crescimento de 5,8% nas vendas. Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York recuaram após atingirem recordes, com o setor bancário sob pressão. Apesar de o relatório ADP de emprego ter superado as expectativas, o mercado mantém cautela em relação ao payroll de sexta-feira.
No Brasil, a persistência da inflação pressiona a política monetária, levando instituições financeiras a revisarem para cima as projeções da taxa Selic, o que contribui para a queda do Ibovespa. Enquanto isso, no setor de tecnologia, a Alphabet ampliou sua captação para US$ 84 bilhões, focada em infraestrutura de inteligência artificial. O conjunto desses fatores reflete um ambiente de cautela generalizada, onde investidores equilibram o otimismo com inovações tecnológicas frente aos riscos geopolíticos e macroeconômicos imediatos que marcam o início deste trimestre.
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