Alexandre de Moraes emergiu como figura central nas articulações políticas em Brasília que definiram os rumos da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a dosimetria das penas dos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro. As negociações, orquestradas por Davi Alcolumbre, revelaram um complexo jogo de poder nos bastidores, onde a anuência de Moraes foi crucial para a revisão das penas, um movimento que representou um recuo para o ministro.
Após ter sua indicação para o STF rejeitada pelo Senado com 42 votos contrários, Jorge Messias acusou Alcolumbre e Moraes de orquestrarem um "golpe" contra ele. O episódio gerou uma reação de "guerra" em parte do governo, que vê a derrota como um enfrentamento político direto. O 'caso Master' aumentou a vulnerabilidade de Moraes e influenciou a negociação para barrar Messias, a quem Moraes preferia Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. Messias também apontou a atuação de Flávio Dino nos bastidores para influenciar o resultado, e o Planalto se indignou com a participação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em um jantar antes da sabatina.
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