Sabatina de Jorge Messias tem debate sobre Caetano Veloso
Durante a sabatina de Jorge Messias para o STF, senadores divergiram sobre o envolvimento de Caetano Veloso na ditadura militar, com o cantor agradecendo a correção.
Pontos principais
- O senador Marcio Bittar (PL-AC) alegou que Caetano Veloso participou da guerrilha durante a ditadura militar.
- O senador Otto Alencar (PSD-BA) corrigiu Bittar, afirmando que Caetano Veloso 'nunca pegou em armas, só no violão'.
- Caetano Veloso agradeceu a Otto Alencar por desmentir a 'fake news' e reiterou seu 'horror a armas'.
- Registros oficiais indicam que Caetano Veloso foi preso em 1968 por sua atuação artística e exilado, sem menção a uso de armas.
- Jorge Messias, advogado-geral da União desde 2023, está sendo sabatinado para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal.
- Messias é considerado um nome de confiança do presidente Lula e conta com apoio de parte da bancada evangélica.
A sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), foi marcada por um debate inusitado entre senadores. Durante a sessão, o senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou que o cantor Caetano Veloso teria pegado em armas durante a ditadura militar. A declaração foi prontamente corrigida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que defendeu o artista, afirmando que Caetano 'nunca pegou em armas, só no violão'.
Caetano Veloso agradeceu publicamente ao senador Otto Alencar por desmentir o que chamou de 'fake news', reiterando seu 'horror a armas' e afirmando que se mune apenas do violão, da palavra e da canção. Registros oficiais indicam que o cantor foi preso em 1968 por sua atuação artística e exilado, sem menção a uso de armas. Jorge Messias, que atua como advogado-geral da União desde 2023, é considerado um nome de confiança de Lula e tem sido defendido por parte da bancada evangélica no Congresso. Sua trajetória na AGU inclui a defesa do decreto do IOF e a regulamentação de redes sociais, além de ter tido seu visto americano revogado após defender o Brasil contra sanções dos EUA a Alexandre de Moraes.
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