Os preços do petróleo subiram pela quarta sessão consecutiva, atingindo o maior nível desde junho de 2022, impulsionados pelo conflito EUA-Irã e bloqueio do Estreito de Hormuz.
Os preços do petróleo registraram alta pela quarta sessão consecutiva, atingindo o maior nível desde junho de 2022, com o Brent crude superando US$ 126 por barril. A escalada é impulsionada pela continuidade do conflito entre EUA e Irã e pela interrupção do fluxo de energia através do Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial que permanece quase fechada. A situação levanta preocupações sobre a diminuição da oferta global de petróleo e a possibilidade de um longo impasse, com analistas da ING atribuindo a alta à realidade da interrupção do fornecimento no Golfo Pérsico e à perda de esperança em uma rápida retomada dos fluxos de petróleo após o colapso das negociações EUA-Irã.
A ausência de progresso em direção a uma resolução para a guerra no Irã e a persistência do bloqueio no Estreito de Hormuz contribuem para a volatilidade dos preços. Analistas indicam que, sem uma solução diplomática ou a reabertura da passagem, a tendência de alta nos preços do petróleo pode se manter, com projeções de que o valor se aproxime de US$ 120. Além disso, os preços do petróleo dispararam para o nível mais alto desde o início da guerra com o Irã, impulsionados por temores de uma possível ação militar dos EUA contra o Irã. O Presidente Donald Trump receberá um briefing sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã, visando quebrar negociações paralisadas, o que poderia prolongar as interrupções no fornecimento e impactar significativamente o mercado de energia. Oficiais dos EUA estão fazendo esforços para formar uma coalizão internacional para garantir a navegação no Estreito de Hormuz, enquanto a alta nos preços do petróleo deve continuar elevando os preços da gasolina nos EUA, que já estão em US$ 4,30 por galão.
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