Petróleo Brent sobe com tensões no Oriente Médio e negociações EUA-Irã travadas
O preço do petróleo Brent subiu pela quarta sessão consecutiva, aproximando-se de US$ 105, devido a tensões no Estreito de Hormuz e negociações travadas entre EUA e Irã.
Pontos principais
- O petróleo Brent subiu cerca de 2,5%, aproximando-se de US$ 105, e chegou a US$ 106,08 por barril.
- A alta é impulsionada por bloqueios no Estreito de Hormuz, apreensão de navios pelo Irã e negociações travadas entre EUA e Irã.
- Este é o maior valor do petróleo em mais de duas semanas, superando o registrado em 7 de abril.
- O presidente Donald Trump ordenou à Marinha americana que atire em embarcações que tentem colocar minas no Estreito de Hormuz.
- O Pentágono estima que levará seis meses para limpar as minas no Estreito de Hormuz, o que pode impactar a demanda global por petróleo.
O preço do petróleo Brent registrou um aumento significativo pela quarta sessão consecutiva, aproximando-se de US$ 105 e chegando a US$ 106,08 por barril, o maior patamar em mais de duas semanas. A valorização é atribuída a bloqueios no Estreito de Hormuz, uma rota marítima crucial para o transporte global de petróleo, e à apreensão de dois navios pelo Irã, que aumentou as incertezas sobre o cessar-fogo com os Estados Unidos. O petróleo WTI e Brent registraram altas significativas, impulsionados por relatórios militares iranianos sobre alvos abatidos e a ativação de defesas aéreas.
As tensões geopolíticas se intensificaram após o Irã ameaçar abandonar a trégua se as restrições marítimas não forem suspensas, apesar da prorrogação do cessar-fogo pelo presidente Donald Trump. Trump ordenou à Marinha americana que atire em embarcações que tentem colocar minas no Estreito de Hormuz, sustentando os preços do petróleo. O Pentágono estima que levará seis meses para limpar as minas no Estreito de Hormuz, o que pode impactar a demanda global por petróleo. Investidores estão preocupados com possíveis ataques à infraestrutura energética da região, após declarações do ministro da Defesa de Israel. Na frente diplomática, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, teria renunciado à equipe de negociação com os americanos.
Este cenário de risco pressionou os mercados globais, resultando em quedas nas bolsas europeias e nos futuros de Wall Street. Analistas alertam para a sensibilidade dos mercados a ruídos sobre escalada, o que pode impulsionar o petróleo e pressionar ativos de risco. Angie Gildea da KPMG alerta que o prolongamento do conflito pode levar a uma "destruição significativa da demanda" a partir do segundo trimestre.
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