PF investiga bagagens sem fiscalização em voo com Motta, Nogueira e Cavendish
A Polícia Federal investiga a passagem de bagagens sem inspeção em voo particular com Hugo Motta, Ciro Nogueira e Fernando Cavendish, que partiu de São Martinho.
Pontos principais
- A Polícia Federal (PF) investiga a entrada de sete volumes de bagagem sem inspeção em um voo particular.
- O incidente ocorreu em 20 de abril no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), e foi registrado por imagens de segurança.
- O voo transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, e os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
- O empresário Fernando Cavendish, condenado pela Lava Jato e envolvido na 'farra dos guardanapos', também era passageiro do voo.
- Um auditor fiscal da Receita Federal, Marco Antônio Canella, é apontado como responsável por autorizar a passagem das bagagens sem inspeção.
- A PF apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando.
- O inquérito foi enviado ao STF devido ao foro privilegiado dos parlamentares e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
- O voo partiu da ilha caribenha de São Martinho, classificada como paraíso fiscal, e pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima.
A Polícia Federal (PF) está investigando a entrada de sete volumes de bagagem sem fiscalização em um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, e o empresário Fernando Cavendish. O incidente ocorreu em 20 de abril no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), e foi capturado por imagens de segurança. As gravações mostram o auditor fiscal da Receita Federal, Marco Antônio Canella, permitindo a passagem das bagagens sem inspeção, enquanto o piloto José Jorge de Oliveira Júnior contornava o detector de metais com um carrinho contendo os volumes, sem submetê-los ao raio-x.
Cavendish, condenado em 2018 pela Lava Jato por desviar R$ 370 milhões e conhecido por sua participação na 'farra dos guardanapos', estava a bordo do voo. Além de Motta, Nogueira e Cavendish, os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões também estavam no avião. O voo PP-OIG partiu da ilha caribenha de São Martinho, classificada como paraíso fiscal, e pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido por depor na CPI das Bets. A PF apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando, e o inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à presença de parlamentares com foro privilegiado, sendo distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que aguarda manifestação da PGR.
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