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PF investiga bagagens sem fiscalização em voo com Motta, Nogueira e Cavendish

A Polícia Federal investiga a passagem de bagagens sem inspeção em voo particular com Hugo Motta, Ciro Nogueira e Fernando Cavendish, que partiu de São Martinho.

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Foto: G1 Política
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29/04 às 08:03 · atualizado 30/04 às 01:01

Pontos principais

  • A Polícia Federal (PF) investiga a entrada de sete volumes de bagagem sem inspeção em um voo particular.
  • O incidente ocorreu em 20 de abril no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), e foi registrado por imagens de segurança.
  • O voo transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, e os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
  • O empresário Fernando Cavendish, condenado pela Lava Jato e envolvido na 'farra dos guardanapos', também era passageiro do voo.
  • Um auditor fiscal da Receita Federal, Marco Antônio Canella, é apontado como responsável por autorizar a passagem das bagagens sem inspeção.
  • A PF apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando.
  • O inquérito foi enviado ao STF devido ao foro privilegiado dos parlamentares e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
  • O voo partiu da ilha caribenha de São Martinho, classificada como paraíso fiscal, e pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima.

A Polícia Federal (PF) está investigando a entrada de sete volumes de bagagem sem fiscalização em um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira, e o empresário Fernando Cavendish. O incidente ocorreu em 20 de abril no Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), e foi capturado por imagens de segurança. As gravações mostram o auditor fiscal da Receita Federal, Marco Antônio Canella, permitindo a passagem das bagagens sem inspeção, enquanto o piloto José Jorge de Oliveira Júnior contornava o detector de metais com um carrinho contendo os volumes, sem submetê-los ao raio-x.

Cavendish, condenado em 2018 pela Lava Jato por desviar R$ 370 milhões e conhecido por sua participação na 'farra dos guardanapos', estava a bordo do voo. Além de Motta, Nogueira e Cavendish, os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões também estavam no avião. O voo PP-OIG partiu da ilha caribenha de São Martinho, classificada como paraíso fiscal, e pertencia ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido por depor na CPI das Bets. A PF apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando, e o inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à presença de parlamentares com foro privilegiado, sendo distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, que aguarda manifestação da PGR.

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