Brasil mantém 2º lugar em ranking de juros reais, Selic a 14,5%
Mesmo após o segundo corte consecutivo na taxa Selic, o Brasil permanece na segunda posição global entre os países com os maiores juros reais, atrás da Rússia.
Pontos principais
- O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de juros reais, com 9,33%.
- A taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, marcando o segundo corte consecutivo.
- A Rússia lidera o ranking de juros reais com 9,67%.
- A taxa de juros real brasileira diminuiu em relação a março devido à inflação mais elevada.
- O cenário internacional, incluindo o conflito entre Irã e EUA, impactou as projeções de inflação global.
O Brasil manteve a segunda posição no ranking global de países com os maiores juros reais, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter efetuado um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, pela segunda vez consecutiva. A taxa agora se encontra em 14,50% ao ano, resultando em um juro real de 9,33%. Os juros reais, que consideram o desconto da inflação, são um indicador importante da atratividade de investimentos e do custo do crédito na economia.
Apesar da recente redução, o país continua com um dos juros reais mais elevados do mundo, sendo superado apenas pela Rússia, que lidera o ranking com 9,67%. O México ocupa a terceira posição com 5,09%, seguido pela África do Sul. A taxa de juros real brasileira diminuiu em relação a março devido a uma inflação mais elevada. Em termos de juros nominais, o Brasil mantém a quarta posição global, empatado com a Rússia, e atrás de países como Turquia e Argentina.
A dinâmica global de inflação, influenciada por eventos como a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços, reconfigurou as projeções e o ranking de juros, levando à cautela das autoridades monetárias. A maioria dos países (84,15%) manteve suas taxas de juros, enquanto apenas 10,98% realizaram cortes.
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