A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais. A decisão ocorreu após a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
As acusações referem-se a declarações feitas por Malafaia durante um ato de apoio a Jair Bolsonaro em São Paulo, onde ele se dirigiu à cúpula do Exército com termos como "frouxos", "covardes" e "omissos", afirmando que "não honram a farda que vestem". Embora a PGR tenha solicitado a abertura de ação penal por calúnia e injúria, os ministros do STF optaram por aceitar apenas a acusação de injúria. A votação resultou em um empate de 2 a 2, com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votando pelo recebimento da denúncia por ambos os crimes, e Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entendendo que Malafaia deveria responder apenas por injúria. O empate favoreceu o réu. A defesa de Malafaia contestou a competência do STF para analisar o caso, negou a ocorrência de crime e argumentou que as críticas foram genéricas.
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