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STF torna Silas Malafaia réu por injúria contra comandante do Exército

A Primeira Turma do STF aceitou denúncia da PGR e tornou o pastor Silas Malafaia réu por injúria contra o general Tomás Paiva e outros generais.

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Foto: G1 Política
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28/04 às 17:03 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia da PGR contra Silas Malafaia, tornando-o réu por injúria.
  • Malafaia é acusado de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais.
  • As declarações ocorreram em um ato de apoio a Jair Bolsonaro, onde Malafaia chamou a cúpula do Exército de "frouxos", "covardes" e "omissos".
  • A PGR havia pedido a abertura da ação penal por calúnia e injúria, mas os ministros aceitaram apenas a acusação de injúria.
  • A votação no STF foi de 2 a 2, com o empate favorecendo o réu para responder apenas por injúria.
  • Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia por injúria e calúnia, enquanto Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder somente por injúria.
  • A defesa de Malafaia argumentou que o caso não deveria ser analisado pelo STF, que não houve crime e que as críticas foram genéricas.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais. A decisão ocorreu após a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As acusações referem-se a declarações feitas por Malafaia durante um ato de apoio a Jair Bolsonaro em São Paulo, onde ele se dirigiu à cúpula do Exército com termos como "frouxos", "covardes" e "omissos", afirmando que "não honram a farda que vestem". Embora a PGR tenha solicitado a abertura de ação penal por calúnia e injúria, os ministros do STF optaram por aceitar apenas a acusação de injúria. A votação resultou em um empate de 2 a 2, com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votando pelo recebimento da denúncia por ambos os crimes, e Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entendendo que Malafaia deveria responder apenas por injúria. O empate favoreceu o réu. A defesa de Malafaia contestou a competência do STF para analisar o caso, negou a ocorrência de crime e argumentou que as críticas foram genéricas.

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