Uma família naturalizada brasileira, incluindo uma criança de 11 anos, foi morta em um bombardeio israelense no sul do Líbano, gerando condenação do governo brasileiro.
Uma família naturalizada brasileira, composta por Ghassan Nader, Manal Jaafar e seu filho Ali Ghassan Nader, de 11 anos, foi morta em um ataque israelense em Bint Jeil, no sul do Líbano. A família, que viveu em Foz do Iguaçu (PR) por 12 anos, havia retornado ao Líbano em busca de estabilidade e foi atingida após um suposto cessar-fogo na região, enquanto tentava recuperar pertences em sua casa. O tio da criança, Mohamad Ali Kassem Jaafar, informou que Ali sonhava em conhecer o Brasil e era torcedor da Seleção Brasileira. Os corpos de Ghassan e Manal ainda não foram encontrados, e o filho mais velho do casal, Kassam Nader, de 21 anos, sobreviveu ao ataque e recebeu alta hospitalar.
O jornalista libanês Ali Farhat, amigo da família, descreveu a situação como um "massacre" e criticou os ataques israelenses que, segundo ele, não diferenciam militares de civis. Farhat ressaltou que Ghassan Nader era um empresário e ativista humanitário, sem qualquer envolvimento militar ou governamental. O irmão de Ghassan, Bilal Nader, residente em Foz do Iguaçu, confirmou que a família não tinha ligações políticas e que Ghassan era um agricultor de oliveiras. Melina Manasseh, da Federação Árabe da Palestina no Brasil, comparou a ocupação israelense no Líbano à da Palestina. A embaixada brasileira em Beirute está prestando assistência aos familiares das vítimas.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou o ataque, classificando-o como uma violação inaceitável do cessar-fogo e expressou condolências à família. O Brasil tem defendido a extensão do cessar-fogo entre Israel e Irã ao Líbano e a retirada das tropas israelenses do país. Apesar do presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano, ataques continuaram mesmo durante a trégua. Especialistas e o Hezbollah acusam Israel de violar o cessar-fogo e de tentar realizar uma limpeza étnica no Sul do Líbano. O MRE informou que 22 mil brasileiros viviam no Líbano em 2023.
G1 Mundo • 28 abr, 18:46
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