O Itamaraty confirmou a morte de uma mãe, sua filha de 11 anos e o pai libanês em ataques israelenses no Líbano, condenando as violações do cessar-fogo e pedindo o cumprimento de resoluções da ONU.
O Itamaraty confirmou a morte de duas cidadãs brasileiras, uma mãe e sua filha de 11 anos, e o pai libanês em decorrência de ataques israelenses em Bint Jeil, Líbano, ocorridos em 26 de abril. As vítimas, identificadas como Manal Jaafar, seu filho Ali Ghassan Nader e o pai Ghassan Nader, estavam dentro de sua casa quando foram atingidas, em um bombardeio que também vitimou uma diarista etíope. A família, de libaneses naturalizados brasileiros, residiu por 20 anos em Foz do Iguaçu, no Paraná, antes de retornar ao Líbano em 2010. Um parente das vítimas, Nader, expressou o medo constante vivido pela família na região, afirmando que "a gente dorme e acorda com medo". O governo brasileiro manifestou profunda consternação e pesar, condenando veementemente os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Outro filho brasileiro do casal foi hospitalizado após os incidentes, mas seu estado de saúde não foi detalhado.
O Brasil considera os ataques israelenses como "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo", apesar da prorrogação do acordo até meados de maio, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O Exército israelense justificou suas ações como resposta a "repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah", embora o acordo permitisse operações contra o grupo. O governo brasileiro também condenou as demolições de estruturas civis no Sul do Líbano. Desde o início do cessar-fogo, em 17 de abril, foram registradas pelo menos 36 mortes em ataques israelenses, segundo a AFP.
A embaixada brasileira em Beirute está prestando assistência à família das vítimas, enquanto o Brasil defende a retirada imediata das tropas israelenses do Líbano e pede o cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU, além da extensão do cessar-fogo para garantir a soberania do país.
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