Abono salarial: 4,5 milhões de trabalhadores perderão benefício até 2030
Cerca de 4,5 milhões de trabalhadores brasileiros deixarão de receber o abono salarial até 2030 devido a mudanças nas regras de concessão do benefício.
Pontos principais
- O Ministério do Trabalho estima que 4,56 milhões de trabalhadores perderão o abono salarial entre 2026 e 2030.
- A principal mudança é a redução gradual do critério de renda máxima para acesso ao benefício, de dois para 1,5 salários mínimos até 2030.
- A renda máxima para o abono será corrigida apenas pela inflação, enquanto o salário mínimo terá ganho real.
- Em 2026, 559 mil trabalhadores já deixarão de ter acesso ao abono, com o número crescendo progressivamente até 2030.
- Apesar da redução de beneficiários, o gasto anual com o abono salarial deve aumentar de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030, impulsionado pelo crescimento do número de trabalhadores formais.
Aproximadamente 4,5 milhões de trabalhadores brasileiros deixarão de receber o abono salarial até 2030, conforme estimativas do Ministério do Trabalho. A mudança ocorre devido a novas regras de concessão do benefício, aprovadas pelo Congresso, que visam a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador e a responsabilidade fiscal. A principal alteração é que a renda máxima para acesso ao abono será reduzida gradualmente de dois para 1,5 salários mínimos até 2030 e corrigida apenas pela inflação, enquanto o salário mínimo terá ganho real, resultando em uma redução gradual do número de elegíveis.
Em 2026, 559 mil trabalhadores já perderão o acesso ao abono, com o critério de renda máxima caindo para 1,96 salário mínimo, e esse número aumentará progressivamente até atingir 4,56 milhões em 2030. Apesar da diminuição de beneficiários, o gasto anual com o abono salarial está projetado para crescer de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030, impulsionado pelo aumento estimado do número de trabalhadores formais, de 59,86 milhões para 67 milhões. Críticos do benefício argumentam que ele não é eficaz no combate ao desemprego, à miséria ou à informalidade, e que beneficia principalmente camadas de renda média.
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