Abono salarial: após mudanças, 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício até 2030
Cerca de 4,5 milhões de trabalhadores brasileiros deixarão de receber o abono salarial até 2030 devido a mudanças nas regras de concessão do benefício, visando a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador e a responsabilidade fiscal.
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28/04 às 02:00
Pontos principais
- O Ministério do Trabalho estima que 4,56 milhões de trabalhadores perderão o abono salarial entre 2026 e 2030.
- As mudanças nas regras, aprovadas pelo Congresso, preveem que a renda máxima para acesso ao abono será corrigida apenas pela inflação, enquanto o salário mínimo terá ganho real.
- A regra de transição fará com que, futuramente, apenas trabalhadores que ganham até um salário mínimo e meio tenham direito ao benefício.
- Em 2026, 559 mil trabalhadores já deixarão de ter acesso ao abono, número que crescerá progressivamente até 2030.
- Apesar da redução de beneficiários, o gasto anual com o abono salarial deve aumentar de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030, devido ao crescimento do número de trabalhadores formais.
- Analistas criticam o abono salarial por não combater o desemprego, a miséria ou a informalidade, e por beneficiar principalmente camadas de renda média.
- Estudos anteriores, inclusive da equipe de Paulo Guedes, já apontavam a ineficácia do abono em termos de distribuição de renda.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Luiz Inácio Lula da Silva (presidente)Fabio Giambiagi (economista)Paulo Guedes (ex-ministro da Economia)Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Organizações
Ministério do TrabalhoCongresso NacionalAgência Brasil

