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Fitch e Moody's rebaixam Enel Brasil por risco de perda de concessão em SP

Fitch e Moody's rebaixaram os ratings da Enel Brasil e Enel Americas, respectivamente, devido à incerteza sobre a renovação da concessão de distribuição de energia em São Paulo.

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Foto: G1 - Economia
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27/04 às 11:12 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • A Fitch rebaixou o rating de crédito da Enel Brasil de AAA(bra) para AA+(bra), com perspectiva negativa.
  • A Moody's rebaixou a nota da Enel Americas de Baa2 para Baa3, também com perspectiva negativa.
  • Ambos os rebaixamentos refletem o risco de não renovação da concessão da Enel SP, que expira em 2028.
  • A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu um processo de caducidade por desempenho insatisfatório e apagões.
  • A concessão em São Paulo representa cerca de 20% do lucro operacional da Enel Americas e a Enel SP atende mais de 8 milhões de unidades consumidoras.

As agências de classificação de risco Fitch e Moody's rebaixaram os ratings da Enel Brasil e Enel Americas, respectivamente, citando a crescente incerteza sobre a renovação da concessão de distribuição de energia da Enel em São Paulo. A Fitch rebaixou o rating de crédito da Enel Brasil de AAA(bra) para AA+(bra), com perspectiva negativa, enquanto a Moody's rebaixou a nota da Enel Americas de Baa2 para Baa3, mantendo-a no limite do grau de investimento com perspectiva negativa. A concessão da Enel SP, principal ativo do grupo no Brasil, expira em 2028.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou um processo administrativo que pode levar à caducidade do contrato da Enel Distribuição São Paulo devido a apagões prolongados e desempenho insatisfatório. A Enel SP foi a distribuidora que mais regrediu no ranking da Aneel em 2025, ficando na 30ª posição entre 33 empresas. A perda da concessão enfraqueceria significativamente a eficiência operacional e a rentabilidade da Enel Brasil, subsidiária do grupo italiano Enel. A concessão em São Paulo representa cerca de 20% do lucro operacional da Enel Americas e atende mais de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

As subsidiárias Enel São Paulo, Enel Rio e Enel Ceará também foram afetadas pelos rebaixamentos. A Enel enfrenta vencimentos de dívida e a necessidade de altos investimentos, estimados em até US$ 3 bilhões anuais, para melhorar a rede e o serviço. Em dezembro de 2025, a dívida da Enel São Paulo era de R$8,4 bilhões, correspondendo a 47% da dívida consolidada da Enel Brasil. A empresa tem uma nova oportunidade para apresentar sua defesa antes da decisão final do órgão regulador.

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