O Banco do Brasil (BBAS3) realizou o "BB Day" para investidores, onde a CEO Tarciana Medeiros descreveu 2025 como o "pior ano da história" do banco, marcado por uma inadimplência recorde no agronegócio. A instituição prevê uma normalização gradual dos resultados, com as mudanças na reestruturação de crédito de 2025 impactando plenamente apenas em 2026/27. Analistas do Bradesco BBI e JPMorgan corroboram a visão de uma recuperação lenta, apontando 2026 como um ano ainda desafiador, especialmente no primeiro semestre.
Para mitigar os riscos, o Banco do Brasil está recalibrando seus modelos de crédito, apertando critérios e aumentando a exigência de garantias reais. A pontualidade de pagamentos, que caiu para 92% em 2025, tem projeção de recuperação para 95% em 2026, ainda abaixo dos padrões históricos. Riscos externos, como o impacto da guerra do Irã nos custos de fertilizantes e os efeitos do El Niño, podem afetar a recuperação do agronegócio e, consequentemente, os resultados do banco.
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