Apesar de um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, o Banco do Brasil enfrenta crescente preocupação com a inadimplência, impulsionada por um calote bilionário e a crise no agronegócio.
O Banco do Brasil encerrou 2025 com um lucro líquido robusto de R$ 20,7 bilhões, mas o cenário de inadimplência gerou um alerta significativo no mercado financeiro. A preocupação foi intensificada por um calote de R$ 3,6 bilhões de uma única empresa no quarto trimestre, embora a operação tenha sido posteriormente regularizada. Este evento, somado ao aumento geral da inadimplência, levou o índice acima de 90 dias do BB a 5,17% no período, o mais alto entre os grandes bancos tradicionais.
O principal vetor dessa inadimplência é o agronegócio, setor no qual o Banco do Brasil é o maior financiador do país. Com uma taxa de inadimplência de 6,1% no segmento, o banco está particularmente exposto às dificuldades financeiras e aos impactos de eventos climáticos que afetam o campo. O número de empresas em recuperação judicial no agronegócio atingiu um recorde no final de 2025, evidenciando a fragilidade do setor. Apesar do lançamento do programa BB Regulariza Dívidas Agro, a expectativa é de uma melhora lenta na situação da inadimplência.