Um ano após a deflagração da Operação Sem Desconto, a investigação sobre a fraude bilionária no INSS, que desviou até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos em benefícios, transformou-se em uma crise política e institucional. O esquema envolvia a inclusão não autorizada de aposentados em associações, com cobranças mensais diretas nos benefícios. As investigações resultaram na saída do ministro Carlos Lupi, no afastamento da cúpula do INSS e em prisões, incluindo a Operação Indébito, que mirou a deputada Gorete Pereira.
As apurações foram levadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, após uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso terminar sem um relatório final devido a divergências políticas. O governo agiu suspendendo e proibindo por lei os descontos associativos, e destinou R$ 3,3 bilhões para a devolução dos valores, dos quais mais de R$ 3 bilhões já foram ressarcidos a 4,4 milhões de segurados. A nova legislação responsabiliza as entidades pelas devoluções em caso de irregularidade.
23 abr, 05:01
17 abr, 10:05
27 mar, 08:01
20 mar, 09:01
17 mar, 07:01