Orçamento 2027: estatal que controla usinas nucleares em Angra pode precisar de aporte do governo
A ENBPar, controladora da Eletronuclear, pode necessitar de aporte do Tesouro Nacional em 2027 devido à situação financeira da Eletronuclear, que enfrenta custos com a extensão da vida útil de Angra 1 e incertezas sobre a conclusão de Angra 3, conforme o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027.
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24/04 às 04:01
Pontos principais
- O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 indica que a ENBPar, que controla a Eletronuclear, pode precisar de aporte do governo.
- A pressão financeira da ENBPar é causada pela Eletronuclear, que demanda investimentos para Angra 1 e enfrenta incertezas sobre a conclusão de Angra 3.
- A Eletronuclear gasta mais de R$ 1 bilhão por ano com a manutenção de Angra 3, e seu presidente interino, Alexandre Caporal, alertou para o esgotamento do caixa.
- A ENBPar detém 64,7% do capital votante da Eletronuclear, garantindo o controle estatal, enquanto a Âmbar Energia, do grupo J&F, adquiriu a participação restante da antiga Eletrobras (agora Axia).
- Estatais federais, excluindo Petrobras e bancos públicos, registraram um déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025 e R$ 4,1 bilhões no primeiro bimestre de 2026, puxado principalmente pelos Correios.
- O governo também destacou a situação da Infraero no PLDO, indicando que a redução da receita líquida de caixa pode comprometer sua sustentabilidade a longo prazo, apesar de não prever aporte imediato.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alexandre Caporal (presidente interino da Eletronuclear)
Organizações
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Lugares
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