Um jornalista foi morto e outro ferido em ataques israelenses no Líbano, levando o primeiro-ministro libanês a acusar Israel de crimes de guerra e impedir resgate.
Um jornalista foi morto e outro ficou ferido em ataques israelenses no Líbano, conforme relatos de autoridades libanesas. As vítimas foram identificadas como Amal Khalil, repórter do jornal Al-Akhbar, e Zeinab Faraj, fotojornalista. Amal Khalil ficou presa sob escombros por horas após o bombardeio.
O Ministério da Saúde do Líbano e autoridades militares afirmam que Israel bloqueou o acesso de equipes de resgate devido a disparos contínuos, impedindo o socorro às jornalistas. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra, alegando que veículos da Cruz Vermelha foram alvejados, impedindo o acesso de socorristas ao local. As Forças de Defesa de Israel (FDI) foram apontadas como responsáveis pelos ataques. Organizações como Repórteres Sem Fronteiras e CPJ condenaram o ataque, destacando a obstrução de socorro e a violação do direito internacional humanitário.
Israel, por sua vez, negou as acusações de impedir o resgate e de ter como alvo jornalistas, afirmando ter recebido relatos de jornalistas feridos e que o ataque visava veículos ligados ao Hezbollah que representavam uma ameaça. O incidente ocorre em meio a negociações para estender um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, mediado pelos EUA. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, prioriza a soberania libanesa e o fim dos ataques israelenses nas negociações. Outros jornalistas libaneses foram mortos em ataques israelenses nos últimos meses, com Israel alegando que alguns eram membros do Hezbollah.
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