Ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de 14 pessoas, incluindo mulheres e crianças, enquanto ambos os lados trocam acusações de violação do cessar-fogo prorrogado e o Hezbollah afirma que manterá suas armas.
Ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de 14 pessoas, incluindo duas mulheres e duas crianças, e deixaram 37 feridos, conforme informou o Ministério da Saúde libanês. Este incidente marca o dia mais letal na região desde que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor há mais de uma semana. Israel, por sua vez, confirmou a morte de um de seus soldados e emitiu ordens de retirada para sete cidades no sul do Líbano, alegando violação da trégua pelo Hezbollah. A agência estatal libanesa ANI relatou que aviões de guerra israelenses atacaram Kfar Tibnit, uma das áreas sob aviso militar, com relatos de vítimas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações visam a segurança de Israel e de seus soldados, e que o Hezbollah está minando o acordo. Em resposta, o Hezbollah declarou que não interromperá os ataques contra tropas israelenses e cidades no norte de Israel, acusando Israel de violar o cessar-fogo e criticando a ineficácia da diplomacia. O grupo também reiterou sua intenção de manter seu arsenal de armas. O cessar-fogo, mediado pelos EUA e iniciado em 16 de abril, foi prorrogado por mais três semanas até meados de maio, mas as hostilidades persistem na fronteira, com Israel justificando os ataques como resposta a "repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah".
NYTimes World • 27 abr, 09:12
The Guardian World • 26 abr, 21:26
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