Ataques israelenses matam 14 no Líbano em meio a cessar-fogo frágil
Ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de 14 pessoas, incluindo mulheres e crianças, enquanto ambos os lados trocam acusações de violação do cessar-fogo prorrogado e o Hezbollah afirma que manterá suas armas.
Pontos principais
- 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano, incluindo mulheres e crianças.
- Este foi o dia mais letal desde o início do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, mediado pelos EUA.
- Israel confirmou a morte de um de seus soldados e emitiu ordens de retirada para sete cidades libanesas.
- O Hezbollah afirmou sua intenção de manter seu arsenal de armas, apesar do cessar-fogo.
- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações visam a segurança de Israel e que o Hezbollah está minando o acordo.
Ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de 14 pessoas, incluindo duas mulheres e duas crianças, e deixaram 37 feridos, conforme informou o Ministério da Saúde libanês. Este incidente marca o dia mais letal na região desde que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor há mais de uma semana. Israel, por sua vez, confirmou a morte de um de seus soldados e emitiu ordens de retirada para sete cidades no sul do Líbano, alegando violação da trégua pelo Hezbollah. A agência estatal libanesa ANI relatou que aviões de guerra israelenses atacaram Kfar Tibnit, uma das áreas sob aviso militar, com relatos de vítimas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações visam a segurança de Israel e de seus soldados, e que o Hezbollah está minando o acordo. Em resposta, o Hezbollah declarou que não interromperá os ataques contra tropas israelenses e cidades no norte de Israel, acusando Israel de violar o cessar-fogo e criticando a ineficácia da diplomacia. O grupo também reiterou sua intenção de manter seu arsenal de armas. O cessar-fogo, mediado pelos EUA e iniciado em 16 de abril, foi prorrogado por mais três semanas até meados de maio, mas as hostilidades persistem na fronteira, com Israel justificando os ataques como resposta a "repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah".
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