PCC se torna potência global no tráfico de cocaína, aponta WSJ
Reportagem do Wall Street Journal detalha a expansão internacional do PCC, que se transformou de gangue prisional em "multinacional do crime" com operações em cerca de trinta países.
Pontos principais
- O Wall Street Journal publicou uma reportagem sobre a ascensão global do PCC no tráfico de cocaína, comparando-o a máfias italianas.
- A facção é descrita como uma "multinacional do crime" com 40 mil membros, atuando em 30 países e em todos os continentes, exceto na Antártida.
- O PCC estabeleceu parceria com a máfia italiana para distribuição na Europa e utiliza países africanos como entrepostos.
- Autoridades dos EUA identificaram membros do PCC em diversos estados e debatem classificá-lo como Organização Terrorista Estrangeira.
- A organização lava dinheiro através de negócios como postos de gasolina, fundos imobiliários e motéis, e explora mineração de ouro e tráfico de pessoas.
Uma reportagem do Wall Street Journal revelou a transformação do Primeiro Comando da Capital (PCC) de uma gangue prisional brasileira em uma potência global no tráfico de cocaína, comparando-o a máfias italianas. A matéria descreve o PCC como uma "multinacional do crime" com 40 mil membros, que opera com estrutura empresarial, priorizando o lucro e a discrição em suas atividades ilícitas. A facção expandiu suas operações para cerca de trinta países e em todos os continentes, exceto na Antártida, sendo considerada a maior das Américas.
Para a distribuição de cocaína na Europa, o PCC estabeleceu uma parceria com a máfia italiana, utilizando países africanos como Guiné-Bissau e Cabo Verde como entrepostos. Autoridades norte-americanas identificaram membros do PCC em diversos estados dos EUA e há uma discussão para classificá-lo como Organização Terrorista Estrangeira. A organização lava dinheiro através de vários negócios, como postos de gasolina, fundos imobiliários e motéis, e também explora mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e escravização de comunidades indígenas.
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