O Itamaraty manifestou formalmente ao governo Trump a oposição do Brasil à classificação das facções PCC e CV como terroristas, defendendo a colaboração no combate ao fluxo de armas ilegais.
O Itamaraty comunicou formalmente ao governo Trump a oposição do Brasil à classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou a posição brasileira, que foi discutida diretamente com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O Brasil argumenta que as facções criminosas operam com motivação financeira, diferentemente do terrorismo, que possui objetivos políticos. A avaliação do Itamaraty é que a mudança de enquadramento geraria efeitos práticos sem alinhamento com a legislação antiterrorismo brasileira.
Em vez de focar em nomenclaturas, o governo brasileiro defende a colaboração entre os países para combater o contrabando de armas dos EUA para o Brasil. Os Estados Unidos, por sua vez, indicaram que a classificação é uma medida de segurança interna e pode não levar em conta a posição brasileira. A Lei Antiterrorismo brasileira não enquadra o crime organizado, o que cria um descompasso com a legislação americana. Uma proposta formal de cooperação no combate ao crime transnacional foi apresentada pelo Brasil durante o encontro entre o presidente Lula e o presidente Trump na Malásia.
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