Os Estados Unidos consideram a suposta conexão entre o PCC e o Hezbollah como justificativa para classificar a facção brasileira como organização terrorista.
Os Estados Unidos utilizam a suposta ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah como um dos argumentos centrais para classificar a facção paulista como organização terrorista. A tese é defendida por Joseph Humire, Subsecretário Adjunto de Defesa para o Hemisfério Ocidental, que cita o PCC, Los Zetas e La Oficina de Envigado como grupos com conexões comprovadas com o Hezbollah. A Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai, é apontada como um centro de convergência entre o crime organizado e o terrorismo, com indivíduos sancionados por apoio financeiro ao grupo libanês.
A atuação conjunta entre essas organizações abrangeria lavagem de dinheiro, compartilhamento de áreas de operação, inteligência, táticas e treinamento. Humire expressa preocupação com a ineficácia da repressão americana na América Latina, atribuindo-a a instituições frágeis, corrupção e fronteiras porosas. Embora o Brasil e outros países da região possuam legislação antiterrorista, eles não reconhecem o Hezbollah como grupo terrorista, o que limita a aplicação dessas leis. O subsecretário também levanta questões sobre a influência da China e da Rússia no Brasil, além das operações do Hezbollah e da Guarda Revolucionária do Irã no país.
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