O governo Trump lançou a "Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis", uma iniciativa com 16 países latino-americanos para "destruir" grupos de drogas na região. A ordem executiva prevê o treinamento e a mobilização de militares desses países para combater os cartéis e afastar "influências estrangeiras malignas". O Brasil não é signatário da coalizão, e o governo Lula expressou preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais. Desde que retornou à Casa Branca, Donald Trump já classificou 14 grupos criminosos da América Latina e do Caribe como terroristas, e as facções brasileiras podem ser as próximas.
Assessores do Departamento de Estado dos EUA visitaram o Brasil para coletar informações sobre o PCC e seus impactos internacionais, incluindo uma reunião com o promotor Lincoln Gakiya, especialista no combate à facção. Gakiya argumenta que o PCC é uma organização criminosa transnacional e mafiosa, com atos de natureza terrorista, mas sem objetivos políticos ou ideológicos. Um levantamento revelou que o PCC está presente em 28 países, com 2.078 integrantes, expandindo-se por tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. O Departamento de Estado dos EUA confirmou o envio de assessores ao Brasil para discutir os riscos do PCC e CV, classificando-os como ameaças significativas à segurança regional por envolvimento com tráfico e crime transnacional.
Essa classificação poderia abrir caminho para ações militares unilaterais dos EUA em território brasileiro, sem a aprovação de Brasília, e impactar a soberania e economia do país, além de resultar em bloqueio de ativos, proibição de transações e restrições migratórias. Diante disso, o presidente Lula intensificou a diplomacia, conversando com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, sobre o combate ao crime organizado e a busca por apoio regional. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que aguarde um encontro entre Lula e Trump antes de avançar com a medida.
Lula planeja visitar Donald Trump na Casa Branca para discutir o assunto e apresentar as ações brasileiras contra o crime organizado, buscando evitar a classificação do PCC e CV como organizações terroristas. O presidente do PT, Edinho Silva, criticou a tentativa dos EUA de classificar as facções brasileiras como terroristas, temendo intervenções. O debate sobre a designação ganhou força após um ataque militar dos EUA na Venezuela em janeiro, e o conceito de organização terrorista nos EUA é amplo, permitindo ao presidente aplicar a definição, como fez com o Tren de Aragua e cartéis mexicanos.
G1 Mundo • 12 mar, 01:00
G1 Política • 12 mar, 00:30
InfoMoney • 11 mar, 15:40
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