Jornal dos EUA compara PCC a máfias italianas: ‘Potência global da cocaína'
O jornal The Wall Street Journal compara o PCC a máfias italianas, descrevendo-o como uma "potência global da cocaína" com estrutura de multinacional e atuação em diversos países, enquanto autoridades dos EUA debatem classificá-lo como organização terrorista.
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21/04 às 08:33
Pontos principais
- O The Wall Street Journal comparou o PCC a máfias italianas, destacando sua eficiência multinacional e expansão global no tráfico de cocaína.
- A facção, com 40 mil membros, atua em 30 países e em todos os continentes, exceto na Antártida, sendo a maior das Américas.
- Autoridades norte-americanas identificaram membros do PCC em vários estados dos EUA e houve acusações contra brasileiros ligados à facção em Massachusetts.
- Há uma discussão nos EUA para classificar o PCC como Organização Terrorista Estrangeira, medida à qual o governo brasileiro se opõe.
- O PCC opera com alto nível de organização, recrutando membros com um rígido código de conduta e utilizando táticas como a infiltração em comunidades carentes, inclusive fingindo ser pastores.
- A organização lava dinheiro através de diversos negócios, como postos de gasolina, fundos imobiliários, motéis e empresas de construção.
- Além do tráfico de drogas, o PCC explora mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e escravização de comunidades indígenas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente dos EUA)Jeffersson RibeiroBruno Manso (especialista no grupo e coautor de “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil”)
Organizações
Primeiro Comando da Capital (PCC)The Wall Street JournalPolícia CivilGabinete do Procurador FederalGoverno brasileiro
Lugares
Estados UnidosFlóridaNova YorkNova JerseyConnecticutTennesseeMassachusettsBrasilAmérica do SulEuropaAméricasAntártidaRio Grande do NorteColômbiaPeruBolíviaAmazôniaUrucurituba

