Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entregou à polícia no Rio de Janeiro após o ministro Gilmar Mendes, do STF, manter a ordem de prisão e rejeitar recursos da defesa.
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, se entregou à polícia no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (25) na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu). A entrega ocorreu após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manter a ordem de prisão contra ela, rejeitando recursos da defesa que solicitavam prazo para apresentação voluntária e a definição prévia do local de custódia. A decisão de Mendes determina a custódia imediata de Monique, restabelecendo sua prisão preventiva.
Monique havia sido solta em março, depois que o júri sobre a morte de Henry Borel foi adiado. No entanto, a juíza Elizabeth Louro classificou a soltura como um "abandono ilegítimo". Após a entrega, ela foi levada ao Instituto Penal Oscar Stevenson para exames e audiência de custódia, retornando depois à Penitenciária Talavera Bruce. O ex-vereador Dr. Jairinho, também acusado pela morte de Henry, continua preso. O caso Henry Borel, ocorrido em março de 2021, revelou que o laudo de necropsia do menino apontou hemorragia interna e 23 lesões, com as investigações concluindo que Dr. Jairinho agredia o enteado e Monique tinha conhecimento dos fatos. A defesa de Monique alega ameaças no sistema prisional e planeja questionar a decisão do STF e a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.
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