O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou líderes mundiais por guerras e invasões durante sua participação na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. Em seu discurso, Lula defendeu a permanência da África do Sul no G20, rebatendo declarações anteriores do presidente Donald Trump. Trump havia ameaçado não convidar o país africano para o G20 de 2026, que será realizado em Miami, e suspendeu subsídios americanos, alegando um suposto “genocídio” de fazendeiros brancos. Lula enfatizou que Trump não tem o direito de excluir a África do Sul do grupo, ecoando a posição do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, que defendeu a soberania de seu país e a impossibilidade de um único membro decidir sobre exclusões do G20.
Durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, também em Barcelona, Lula defendeu a liberdade de expressão e a ausência de medo em um mundo democrático, afirmando que ninguém deve ter receio de defender suas posições, desde que respeitadas as regras democráticas. Ele elogiou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por não permitir que aviões dos EUA usassem bases espanholas para atacar o Irã, resistindo à pressão do governo de Donald Trump, que chegou a ameaçar cortar relações comerciais. Lula também condenou duramente as guerras em curso, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e o conflito dos EUA contra o Irã, afirmando que as consequências desses conflitos recaem sobre os mais pobres, que não podem pagar por tais irresponsabilidades.
O presidente lamentou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e fez um apelo por maior participação dos chefes de Estado nas discussões da entidade, sugerindo que o documento final do encontro em Barcelona inclua uma convocação geral para discutir o multilateralismo na ONU. Além disso, Lula defendeu a regulamentação das plataformas digitais como uma questão global, destacando a disseminação de mentiras e criticando o conteúdo de "muito ódio, promiscuidade, sexo e jogatina". Ele expressou preocupação com o extremismo e a falta de respeito à ONU, classificando o cenário como "muito perigoso" e criticando China, EUA, França, Inglaterra e Rússia como "senhores da guerra".
G1 Política • 18 abr, 13:29
Agência Brasil - EBC • 18 abr, 11:34
InfoMoney • 18 abr, 10:59
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