Em cúpula do G7, Lula defendeu a soberania nacional, criticou o modelo neoliberal e condenou o protecionismo comercial e a desigualdade global.
Durante sua participação na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de um equilíbrio entre a cooperação internacional e a soberania nacional no combate ao crime organizado. O chefe do Executivo brasileiro argumentou que as estratégias globais devem respeitar as realidades específicas de cada nação, evitando o unilateralismo. Em um momento de tensões diplomáticas, Lula também criticou o modelo neoliberal e a concentração excessiva de riqueza, mencionando que o primeiro trilionário do mundo terá mais renda que os 46% mais pobres. A fala, proferida na presença do presidente americano Donald Trump, marcou um ponto de divergência entre as pautas defendidas pelo Brasil e a atual administração dos Estados Unidos.
Além das questões de segurança, o presidente utilizou o palco do G7 para cobrar um maior engajamento das nações desenvolvidas frente à crise global. Lula criticou a retração da solidariedade internacional, citando o corte de recursos para entidades como a OMS e a Unicef, e condenou o protecionismo comercial. O mandatário também defendeu que países detentores de minerais críticos não sejam apenas exportadores de matéria-prima, mas que participem da cadeia de valor agregado por meio da industrialização. Ao reafirmar o multilateralismo, Lula buscou promover uma agenda de combate às desigualdades, argumentando que as maiores economias mundiais possuem responsabilidade direta na promoção de um desenvolvimento mais equitativo.
InfoMoney • 16 jun, 12:53
Folha de São Paulo - Mundo • 16 jun, 12:30
UOL - Economia • 16 jun, 12:09
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