Lula sugere Nobel da Paz para Trump e critica Parlamento Europeu
O presidente Lula sugeriu, em Portugal, que Donald Trump receba o Nobel da Paz para acabar com as guerras e criticou a contestação do Parlamento Europeu ao acordo Mercosul-UE.
Pontos principais
- Lula sugeriu, em tom irônico, que Donald Trump receba o Prêmio Nobel da Paz para pôr fim aos conflitos globais.
- A declaração foi feita em Lisboa, durante encontro com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
- Lula também criticou o Parlamento Europeu por contestar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
- Trump já teria afirmado ter encerrado oito guerras sem o reconhecimento do prêmio, segundo Lula.
- O presidente defendeu o multilateralismo e reiterou a necessidade de mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em Portugal que Donald Trump deveria ser agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, com o objetivo de encerrar os conflitos globais. A afirmação, feita em tom irônico durante sua agenda em Lisboa ao lado do primeiro-ministro Luís Montenegro, ressaltou que Trump já teria mencionado ter finalizado oito guerras sem ter recebido o prêmio. Segundo Lula, Trump teria enviado uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega após o Nobel ser concedido a Maria Corina Machado, afirmando que, por não ter recebido o prêmio, não se sentia mais obrigado a pensar apenas na paz.
Além da sugestão sobre Trump, Lula criticou o Parlamento Europeu por contestar judicialmente o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O presidente brasileiro argumentou que os setores agrícolas dos blocos são complementares e não concorrentes. O acordo Mercosul-UE está previsto para começar a funcionar provisoriamente em 1º de maio, apesar do recurso apresentado pelo Parlamento Europeu.
Lula também criticou a quantidade de conflitos globais, a maior desde a Segunda Guerra Mundial, e a ineficácia das instituições internacionais em promover a paz. Nesse contexto, o presidente defendeu o multilateralismo e se opôs ao unilateralismo e protecionismo, reiterando a necessidade de mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas para restaurar seu propósito original.
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