A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão do funkeiro MC Ryan SP, do criador do perfil "Choquei", Raphael Sousa Oliveira, e dos cantores MC Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias. A ação visa desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de transações financeiras ilegais em diversos estados brasileiros, incluindo o litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal, além de operações internacionais. A operação é um desdobramento da Operação Narcobet e investiga o uso de pessoas de visibilidade para promover apostas e rifas ilegais e lavar dinheiro.
MC Ryan SP é suspeito de liderar o esquema de lavagem de dinheiro para o crime organizado e tráfico de drogas, utilizando bets, rifas ilegais e empresas de entretenimento. A investigação aponta que ele era um dos principais beneficiários econômicos. Com ele, foram apreendidos R$ 20 milhões em veículos, além de armas e outros bens. Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado pela PF como operador de mídia do grupo, responsável por impulsionar conteúdos favoráveis a investigados e gerenciar crises de imagem, além de promover plataformas de apostas e rifas ligadas ao esquema. Ele é sócio-administrador de duas empresas em Goiânia, criadas em 2019 e 2021, ligadas à operação da Choquei, uma das maiores páginas de fofoca do Brasil, com mais de 27 milhões de seguidores.
Outros alvos da operação incluem Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, e Tiago de Oliveira, procurador de Ryan, apontados como intermediários e gestores financeiros. Rodrigo de Paula Morgado, contador com ligação ao PCC, é investigado como operador-chave na articulação de transferências bancárias e proteção patrimonial para o grupo. Os investigados são suspeitos de utilizar mecanismos como empresas de fachada, intermediários, criptoativos e operações no exterior para ocultar a origem de recursos ilícitos. A operação mobiliza mais de 200 agentes da PF, que cumprem 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, com 33 mandados de prisão já cumpridos em nove estados. A Justiça também determinou o sequestro de bens, constrição patrimonial e restrições societárias. Os suspeitos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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