Juiz decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze e dono da Choquei
Um juiz federal decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, após o STJ ter revogado suas prisões temporárias na Operação Narcofluxo.
Pontos principais
- O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho decretou a prisão preventiva de 36 investigados na Operação Narcofluxo, incluindo MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira.
- A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão ligado ao PCC.
- Anteriormente, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, havia concedido habeas corpus e revogado as prisões temporárias dos suspeitos por considerar o prazo inicial excessivo.
- MC Ryan SP é apontado pela PF como líder e beneficiário final do esquema, que envolve lavagem de capitais de jogos de azar, rifas clandestinas e tráfico de drogas.
- A Operação Narcofluxo, um desdobramento da Operação Narcobet, resultou no sequestro de bens dos investigados no valor de R$ 2,26 bilhões.
Um juiz federal decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e outros 33 investigados na Operação Narcofluxo. A decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho atende a um pedido da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, envolvendo tráfico internacional de drogas, bets e rifas ilegais. MC Ryan SP é apontado como líder e beneficiário final do grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão ilegalmente.
A nova determinação judicial ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do ministro Messod Azulay Neto, ter concedido habeas corpus e revogado as prisões temporárias dos suspeitos. A soltura pelo STJ foi motivada por um erro no prazo da prisão temporária, que havia sido fixado em 30 dias, enquanto o pedido original da PF era de cinco dias. O juiz argumenta que a prisão preventiva é necessária para a continuidade das investigações e para evitar a recomposição da associação criminosa. A Operação Narcofluxo, que deflagrou 90 mandados judiciais em diversos estados, também resultou no sequestro de bens dos investigados no valor de R$ 2,26 bilhões.
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