PF mira Rodrigo Bacellar e outros 13 em operação sobre vazamento e lavagem
A 5ª fase da Operação Unha e Carne investiga vazamento de dados e lavagem de dinheiro no Rio, com foco em pagamentos indevidos a políticos e prisão de Márcio Poncio.
Pontos principais
- A 5ª fase da Operação Unha e Carne apura o vazamento de dados sigilosos da PF e um esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.
- O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é investigado por supostamente receber quase R$ 4 milhões em propinas, identificado pelo codinome 'Barba' em planilhas.
- A ação cumpre mandados de prisão e busca e apreensão sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, incluindo a detenção do pastor Márcio Poncio.
- Investigações apontam que o contraventor Adilsinho mantinha listas de 'clientes' políticos com registros de pagamentos em espécie.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
- O ex-deputado Marco Antônio Cabral foi alvo de busca e apreensão, enquanto defesas negam as acusações de ilícitos.
- Rodrigo Bacellar, já detido desde março, será transferido para o sistema penitenciário federal após os novos desdobramentos.
A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne para desarticular um esquema que envolve o vazamento de informações sigilosas da corporação e um amplo sistema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. As investigações, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, indicam que dados estratégicos sobre operações contra o Comando Vermelho foram compartilhados indevidamente. Entre os 14 alvos da ação estão o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, o pastor Márcio Poncio e Marco Antônio Cabral. Bacellar, que já se encontrava preso desde março, passará por transferência para o sistema penitenciário federal após ser identificado em planilhas de contabilidade do bicheiro sob o codinome 'Barba', com registros de pagamentos em espécie que somam quase R$ 4 milhões.
O empresário e influenciador Márcio Poncio foi detido pela Polícia Federal em um apart-hotel na Barra da Tijuca. Poncio, que já concorreu à Câmara dos Deputados em 2022 e à Prefeitura de Três Rios em 2025, figura entre os investigados por suposta participação no esquema de vazamento de dados em benefício da facção criminosa. Enquanto a defesa de Adilsinho e de Marco Antônio Cabral negou as acusações de envolvimento em esquemas ilícitos, as autoridades reforçam que Adilsinho já respondia por outros crimes, incluindo homicídio, desde fevereiro.
Além das suspeitas de vazamento, a nova etapa da operação aponta para a existência de contabilidade paralela, pagamentos de propinas e doações eleitorais irregulares, descobertas a partir da apreensão de listas detalhadas na residência do contraventor. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens dos envolvidos para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. A operação segue em curso para determinar a extensão do comprometimento das informações policiais e as responsabilidades criminais dos envolvidos, mantendo o foco nas conexões entre grupos criminosos e agentes públicos no estado.
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