PF mira Rodrigo Bacellar e outros 13 em operação sobre vazamento e lavagem
A 5ª fase da Operação Unha e Carne investiga vazamento de dados e lavagem de dinheiro no Rio, resultando na prisão do pastor Márcio Poncio e bloqueio de R$ 22 milhões.
Pontos principais
- A 5ª fase da Operação Unha e Carne apura vazamento de dados sigilosos da PF sobre ações contra o Comando Vermelho e lavagem de dinheiro.
- A ação cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São João de Meriti.
- Entre os 14 alvos estão o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, que foi preso preventivamente.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
- Investigações apontam contabilidade paralela, pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares, sob supervisão do STF.
- A operação está vinculada à ADPF 635/RJ, que apura conexões entre grupos criminosos e agentes públicos no estado.
A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne para desarticular um esquema que envolve o vazamento de informações sigilosas da corporação e um amplo sistema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. As investigações indicam que dados estratégicos sobre operações contra o Comando Vermelho foram compartilhados indevidamente. Entre os 14 alvos da ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, estão o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio, que teve sua prisão preventiva decretada e cumprida durante a diligência. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens dos envolvidos.
Além das suspeitas de vazamento, a nova etapa da operação aponta para a existência de contabilidade paralela, pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares. A ação está vinculada à ADPF 635/RJ, que investiga conexões entre grupos criminosos e agentes públicos no estado. A operação segue em curso para determinar a extensão do comprometimento das informações policiais e as responsabilidades criminais dos envolvidos, lembrando que fases anteriores já haviam resultado na prisão de figuras como o deputado estadual Thiago Rangel por fraudes em contratos públicos.
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