O governo do presidente Donald Trump anunciou novas medidas tarifárias que impactam tanto o setor farmacêutico quanto o de metais. Para medicamentos, serão impostas tarifas de até 100% sobre produtos importados de marca, com o objetivo de pressionar fabricantes a produzir nos Estados Unidos. Empresas que se comprometerem a fabricar no país ou firmarem acordos de 'preço de nação mais favorecida' (MFN) poderão ter tarifas reduzidas ou zeradas. Grandes economias, como a União Europeia e o Japão, terão tarifas limitadas a 15% mediante acordos específicos, e o Reino Unido terá tarifa zero por três anos.
Paralelamente, o governo Trump reformulou as tarifas sobre produtos feitos com aço, alumínio e cobre. A Casa Branca publicou uma proclamação presidencial que altera as alíquotas e a base de cálculo. Itens acabados com mais de 15% do peso em aço, alumínio ou cobre terão tarifa de 25% sobre o valor total da importação, em vez de 50% apenas sobre o metal. Essa mudança pode aumentar o custo de importações ao ampliar a base de cálculo da tarifa para o valor total do produto, apesar de simplificar um regime tarifário complexo. A tarifa de 50% permanece para commodities de aço, alumínio e cobre, e produtos com menos de 15% de metal pagarão uma tarifa global mínima de 10%. Produtos que utilizam metais dos EUA ou do Reino Unido terão uma tarifa reduzida de 10%. Para acelerar a expansão da base industrial dos EUA, equipamentos industriais e de rede elétrica pagarão 15% até 2027. As novas medidas buscam recompor tributos perdidos após a Suprema Corte derrubar tarifas anteriores de Trump em fevereiro, utilizando a Seção 122 da legislação comercial.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) avalia que o ajuste das tarifas dos EUA, embora elimine a burocracia do regime anterior, ainda pesará sobre as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Segundo a entidade, a alíquota de 25% sobre o valor total da importação, que antes era de 10% para máquinas na lista, é um ponto negativo. As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para os EUA caíram 9,1% em 2025, e a participação dos EUA nas vendas externas do Brasil diminuiu de 27% em 2024 para 23% em 2025. A Câmara de Comércio dos EUA criticou as medidas, alertando para o aumento de custos de saúde e pressões sobre setores como manufatura e construção, enquanto a Associação de Fabricantes de Aço elogiou o governo por fortalecer a indústria siderúrgica americana.
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