O Banco Central reportou crescimento modesto da produtividade do trabalho no Brasil, enquanto o Congresso debate a redução da jornada e o fim da escala 6x1.
O Banco Central (BC) divulgou que a produtividade do trabalho no Brasil registrou um crescimento "modesto" nos últimos seis anos, impulsionado principalmente pela agropecuária e pela realocação de empregos. Excluindo o setor agrícola, a produtividade aumentou apenas 1,1% desde 2019, levando o BC a alertar sobre o risco de pressões inflacionárias caso a demanda cresça sem o acompanhamento de ganhos de produtividade.
Este cenário ocorre em meio ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1. A proposta, defendida pelo presidente Lula e por ministros como Luiz Marinho e Guilherme Boulos, é vista pelo governo como uma necessidade social. No entanto, analistas e o setor produtivo, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), expressam preocupação de que a medida, sem ganhos de produtividade, possa elevar custos, impulsionar a inflação e resultar em uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
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