Investigações internas do Banco Central (BC) apontam indícios de propina e conflito de interesses envolvendo ex-servidores de alto escalão e o Banco Master. Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária da instituição, é investigado por simular contratos no valor de R$ 4 milhões para ocultar o recebimento de propina. Os pagamentos teriam sido feitos por um operador ligado ao Banco Master, por meio da Varajo Consultoria, de Leonardo Palhares. A sindicância do BC concluiu que os serviços contratados, como um estudo de educação financeira, não justificam os valores e carecem de lastro técnico, além de identificar conflito de interesses, já que Santana tinha acesso a informações sensíveis sobre instituições financeiras.
Em um caso separado, João André Calviño Marques Pereira, que foi chefe do departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central de abril de 2018 a janeiro de 2024, recebeu R$ 3 milhões do Banco Master em 2025. Os pagamentos foram feitos à sua empresa, JGM Solutions, após Pereira se afastar do BC, levantando questões sobre a relação entre reguladores e regulados. As conclusões das investigações recomendam a abertura de processo administrativo disciplinar na Controladoria-Geral da União (CGU) e apuração pela Polícia Federal por enriquecimento ilícito e corrupção.
Folha de São Paulo - Mercado • 10 abr, 19:05
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