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Dólar atinge menor valor em dois anos e Bolsa bate recorde histórico

O dólar alcançou o menor patamar em dois anos, fechando a R$ 5,0626, enquanto a Bolsa de Valores brasileira superou 195 mil pontos pela primeira vez, com taxas de DIs em queda.

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Foto: InfoMoney
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09/04 às 15:02 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O dólar atingiu o menor valor desde abril de 2024, impulsionado por otimismo nos mercados e fundamentos econômicos favoráveis.
  • A moeda americana acumula uma desvalorização de 7,77% em 2026, iniciando o ano cotada a R$ 5,49 e atualmente em R$ 5,0626.
  • A Bolsa de Valores brasileira superou a marca de 195 mil pontos pela primeira vez, estabelecendo um novo recorde histórico.
  • Juros elevados no Brasil e preços de commodities em alta contribuem para a valorização do real, mesmo com incertezas geopolíticas.
  • O acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã e o diálogo entre Israel e Líbano foram fatores chave para a queda do dólar e das taxas dos DIs.
  • Analistas consideram possível que o dólar caia abaixo de R$ 5,00, patamar não visto desde março de 2024.
  • O fluxo estrangeiro consistente para renda fixa e bolsa no Brasil, sustentado pelo diferencial de juros, amplificou a queda do dólar.
  • A curva a termo precifica uma probabilidade de 76% de corte de 25 pontos-base da Selic este mês.

O dólar atingiu o menor valor em dois anos, sendo negociado no menor patamar desde abril de 2024 e fechando o dia cotado a R$ 5,0626. A moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 7,77% em 2026, tendo iniciado o ano cotada a R$ 5,49. A queda é impulsionada pelo otimismo nos mercados globais, especialmente após um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, que também contribuiu para a queda das taxas dos DIs, eliminando prêmios de risco. Este cenário, somado à menor exposição do Brasil ao conflito, torna o real uma alternativa atrativa para investidores, gerando um fluxo de capital para o país. Dúvidas sobre a aplicação do cessar-fogo e o tráfego no Estreito de Ormuz, além de novos ataques de Israel no Líbano e negociações de paz para o desarmamento do Hezbollah, contiveram parte do otimismo, mas não reverteram a tendência de queda do dólar.

Paralelamente, a Bolsa de Valores brasileira estabeleceu um novo recorde histórico, superando a marca de 195 mil pontos pela primeira vez. Além dos fatores externos, a valorização do real é sustentada por juros elevados no Brasil e o aumento nos preços das commodities. O movimento positivo no mercado financeiro foi ainda impulsionado pelo alívio das tensões no Oriente Médio, com sinais de diálogo entre Israel e Líbano e relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Israel para reduzir ataques ao Líbano, contribuindo para a distensão geopolítica. A entrada de capital estrangeiro e a valorização de ações de grandes empresas, como petroleiras e bancos, sustentaram o avanço da bolsa, enquanto os preços do petróleo oscilaram, com alta moderada, mas perderam força diante da expectativa de redução das tensões na região.

Especialistas, como Paula Zogbi da Nomad, avaliam que o dólar pode cair abaixo de R$ 5,00, patamar não visto desde março de 2024, dada a força dos fundamentos econômicos brasileiros. O fluxo estrangeiro consistente para renda fixa e bolsa no Brasil, sustentado pelo diferencial de juros, amplificou a queda do dólar, e o Banco Central do Brasil interveio vendendo 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimento. A expectativa de que o índice DXY retorne a patamares mais baixos e a reprecificação da política monetária dos Estados Unidos também contribuem para o fortalecimento do real e de outras moedas emergentes. Dados econômicos dos EUA, como o PIB e o núcleo do PCE, mostraram um cenário pré-guerra, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego superaram as estimativas, e a curva a termo precifica uma probabilidade de 76% de corte de 25 pontos-base da Selic este mês.

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