O Congresso argentino aprovou na madrugada de quinta-feira (9) uma reforma da Lei de Geleiras, uma iniciativa do presidente Javier Milei. A medida permite que as províncias redefinam áreas protegidas ao redor das geleiras, com o objetivo de ampliar a atividade mineradora no país. A Câmara dos Deputados aprovou a reforma com 137 votos a favor, 111 contra e 3 abstenções, após quase 12 horas de debate, e a proposta já havia sido aprovada pelo Senado em fevereiro.
A nova legislação flexibiliza a proteção de formações glaciais, dando aos governadores provinciais o poder de decidir se um glaciar é uma fonte essencial de água, permitindo a exploração se não for considerado vital. Esta medida é aguardada por grandes mineradoras com projetos pendentes, como a joint venture Vicuña (BHP Group) e El Pachón (Glencore Plc), que somam US$ 28 bilhões em investimentos. A aprovação gerou protestos de ativistas do Greenpeace em frente ao Congresso em Buenos Aires, que resultaram em prisões e confrontos com a polícia. O presidente Milei celebrou a decisão, afirmando que a nova lei protegerá as geleiras e permitirá a exploração de minerais, eliminando "distorções ideológicas e barreiras artificiais que impediam o progresso". Opositores, no entanto, alertam que as províncias pró-mineração darão sinal verde para danificar glaciares que atrapalhem as empresas.
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