A reforma trabalhista proposta pelo presidente argentino Javier Milei será votada no Senado nesta sexta-feira, em um cenário de greve e manifestações populares.
A reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente argentino Javier Milei enfrentará votação crucial no Senado nesta sexta-feira (27), em um contexto de intensa mobilização social. Sindicatos e movimentos sociais convocaram uma greve e uma marcha ao Congresso, evidenciando a forte oposição às medidas. A proposta, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados por 135 votos a 115 após negociações que introduziram cerca de 30 modificações no texto original, busca modernizar as regras trabalhistas, reduzir custos e incentivar a criação de empregos formais, segundo o governo.
Entre os principais pontos da reforma aprovados na Câmara estão a flexibilização das férias, restrições a greves em setores considerados essenciais, ampliação do período de experiência e flexibilização da jornada de trabalho. No entanto, pontos como o pagamento de salários em bens/serviços e via carteiras digitais foram retirados da proposta inicial. A expectativa no Senado é de incerteza, com analistas apontando três possíveis desfechos: aprovação integral, retorno do texto à Câmara para nova análise ou o adiamento da votação, o que prolongaria a indefinição sobre o futuro das relações de trabalho no país.