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Papa Leão XIV celebra Sexta-Feira Santa com apelos de paz e gesto inédito na Via-Sacra

O Papa Leão XIV celebrou sua primeira Sexta-Feira Santa como pontífice, pedindo diálogo de paz entre Israel e Irã, conversando com Zelensky e orando por crianças, além de carregar a cruz na Via-Sacra, um gesto inédito em décadas.

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Foto: InfoMoney
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03/04 às 15:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Papa Leão XIV rezou prostrado no chão da Basílica de São Pedro na Sexta-Feira Santa, um gesto de humildade e luto.
  • Esta foi a primeira celebração da Sexta-Feira Santa liderada por Leão XIV desde que assumiu o papado em maio de 2025.
  • Durante a homilia, o papa pediu diálogo de paz entre Israel e Irã e proteção à sociedade civil.
  • Leão XIV conversou por telefone com o presidente ucraniano Volodymir Zelensky sobre a situação humanitária.
  • O papa conduziu uma missa no Coliseu de Roma, com orações por órfãos de guerra e crianças imigrantes deportadas.
  • Leão XIV carregou a cruz de madeira durante toda a Via-Sacra no Coliseu, um gesto inédito em décadas para um pontífice.
  • João Paulo II foi o último papa a carregar a cruz por completo na Via-Sacra, até 1995.
  • A celebração da Sexta-feira da Paixão é centrada na liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão, sem missa.

O Papa Leão XIV celebrou sua primeira Sexta-Feira Santa como pontífice, marcando a ocasião com gestos de humildade e apelos por paz e justiça social. Na Basílica de São Pedro, o papa rezou prostrado no chão, um ato que simboliza humildade, adoração e luto pela morte de Jesus Cristo. Este gesto tradicional da liturgia da Sexta da Paixão representa a entrega total a Deus e a submissão. Antes da procissão da Via-Sacra, ele também lavou os pés de 12 sacerdotes. Durante a homilia, ele pediu diálogo de paz entre Israel e Irã, além de proteção para a sociedade civil. O Vaticano também confirmou que Leão XIV conversou por telefone com o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, para discutir a situação humanitária e a urgência de ajuda para as pessoas afetadas pelo conflito.

Posteriormente, Leão XIV conduziu uma missa no Coliseu de Roma, com a presença de milhares de católicos. A celebração incluiu orações por órfãos de guerra e crianças imigrantes deportadas, e o pontífice alertou líderes mundiais sobre a responsabilidade de suas decisões perante Deus. Conhecido por suas críticas à guerra contra o Irã e às políticas de imigração, o papa, que é o primeiro norte-americano a ocupar o cargo, ouviu meditações espirituais focadas em justiça social. Um dos momentos mais marcantes foi quando Leão XIV carregou a cruz de madeira durante toda a tradicional Via-Sacra no Coliseu, um gesto inédito em décadas, retomando uma tradição que não era vista desde João Paulo II, que a carregou por completo até 1995. Bento XVI carregou a cruz apenas na primeira estação, e Francisco nunca a carregou devido à saúde. Os textos espirituais da Via-Sacra abordaram questões como refugiados, vítimas de tráfico humano e prisioneiros políticos.

Enquanto as cerimônias em Roma eram lideradas pelo Papa Leão XIV, fiéis católicos ao redor do mundo também participaram de celebrações e encenações da Paixão de Cristo, um momento de luto e reflexão sobre a morte de Jesus. A liturgia da Sexta da Paixão é centrada na palavra, adoração da cruz e comunhão, sem a celebração da missa. Registros fotográficos mostraram celebrações em diversas cidades como Paris, Nairóbi, Nova York, Bensheim, Izalco, Lagos, Londres e La Paz. A Sexta-Feira Santa é o segundo de quatro feriados católicos que antecedem o Domingo de Páscoa, quando o papa fará um apelo internacional.

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