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Papa celebra missa para mais de um milhão de fiéis em Madri

O Papa Leão XIV reuniu 1,2 milhão de pessoas em Madri, apelando pela renovação da fé e destacando a importância da dignidade humana e o apoio aos pobres, migrantes e marginalizados.

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Foto: G1 Mundo
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07/06 às 06:00 · atualizado 15:15

Pontos principais

  • A celebração na Plaza de Cibeles reuniu uma multidão estimada em 1,2 milhão de fiéis.
  • O evento contou com a presença do rei Felipe VI e da rainha Letizia da Espanha.
  • Esta é a primeira visita oficial de um pontífice ao país em 15 anos.
  • O Papa defendeu que a fé deve ser uma fonte de sustento para a sociedade moderna, descrevendo a missa como uma 'escola de fé'.
  • A visita ocorre em um contexto onde apenas 56,1% da população espanhola se identifica como católica.
  • O pontífice destacou que Deus está ao lado dos pobres, oprimidos e abandonados, pedindo que Madri seja um exemplo de acolhimento.
  • A agenda do Papa na Espanha inclui encontros com jovens, sem-teto e uma visita às Ilhas Canárias para tratar da crise migratória.

Uma multidão estimada em 1,2 milhão de pessoas tomou as ruas de Madri neste domingo para acompanhar as cerimônias religiosas conduzidas pelo Papa Leão XIV. O pontífice percorreu as vias centrais da capital em seu papamóvel, sendo recebido com entusiasmo por fiéis que celebraram sua presença com gritos de apoio. O trajeto até a Plaza de Cibeles foi marcado pela tradicional exibição espanhola de tapetes de pétalas de flores, em um evento que contou com a presença do rei Felipe VI e da rainha Letizia. Esta é a primeira visita oficial de um líder da Igreja Católica à Espanha em 15 anos, consolidando um momento de grande mobilização em um país onde a prática católica tem registrado declínio, com 56,1% da população se identificando como católica.

Durante o sermão, o Papa aproveitou a visibilidade do evento para descrever a celebração como uma 'escola de fé' para os tempos atuais. Ele enfatizou que a religião não deve ser vista como um 'museu do passado', mas como um pilar ativo para a sociedade moderna. O pontífice reforçou o compromisso social da Igreja, destacando que Deus está ao lado dos pobres, dos oprimidos e dos abandonados, e instou as autoridades a evitarem discursos que promovam a divisão social, defendendo que a cidade de Madri sirva como um exemplo de acolhimento e inclusão.

A agenda do Papa na Espanha segue com encontros com figuras da sociedade civil, incluindo jovens e pessoas em situação de rua, além de paradas programadas em Barcelona e nas Ilhas Canárias. O objetivo desta etapa da viagem é abordar os desafios humanitários relacionados à crise migratória, um tema central nas preocupações do pontífice para a região. A visita reforça a tentativa da Santa Sé de reengajar a população espanhola em torno das pautas da Igreja, mantendo o foco em questões sociais urgentes e na defesa dos direitos dos marginalizados.

Fonte primária

Papa Leão XIV / Santa Sé

Homilia na Santa Missa de Corpus Christi — Plaza de Cibeles, Madrid (7 jun 2026)

Na Solenidade de Corpus Christi, Leão XIV presidiu à missa na Plaza de Cibeles afirmando que a festa "não é mais uma festa do calendário litúrgico, mas um regresso às raízes da fé para renovar o amor e a fidelidade a Deus". Diz que os tapetes florais, altares de rua, ostensórios e cânticos não são folclore nem adorno estético, mas fé na presença do Ressuscitado, que "está vivo e continua a passar no meio de nós". A procissão, segundo ele, significa que Cristo não fica fechado no templo: "sai ao nosso encontro", caminha pelas ruas e se identifica com os pobres, abatidos e sozinhos — não se trata só de levar a custódia, mas de "deixarmo-nos sair do egoísmo, da indiferença, de uma fé confortável e privada" para responder ao convite à conversão. A partir da primeira leitura (o maná no deserto), insiste no "recordar" para não confiar em ídolos nem se alimentar de "um pão que não sacia". Sua recomendação para a Espanha de hoje e de amanhã: "não seja a religiosidade que anima este país há séculos um museu do passado para ser visitado, mas uma escola de fé da qual ainda hoje se pode beber". Evoca São Manuel González, "o bispo dos sacrários abandonados", e os versos de São João da Cruz sobre a fonte oculta. Conclui que "a graça eucarística transforma-nos" e converte os fiéis em "protagonistas da transformação da história e sinal de esperança", pedindo que o Senhor os faça "pão partido, entregue e oferecido" para suas famílias e seu país.

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