Artemis 2 deixa órbita da Terra e segue em trajetória à Lua
A missão Artemis 2 da Nasa, a primeira tripulada rumo à Lua em mais de 50 anos, deixou a órbita terrestre e segue em direção ao satélite natural, divulgando imagens e realizando experimentos científicos.
Pontos principais
- A Artemis 2 é a primeira missão tripulada do programa da Nasa que visa levar humanos de volta à Lua após mais de 50 anos.
- O lançamento ocorreu em 1º de abril de 2026, às 19h35 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
- A missão deixou a órbita da Terra 25 horas após a decolagem, realizando a manobra de injeção translunar e seguindo rumo à Lua.
- Esta é a primeira vez desde a Apollo 17 (1972) que astronautas deixam a órbita terrestre com destino ao entorno lunar.
- O tráfego aéreo perto de Cabo Canaveral foi temporariamente alterado, com aeronaves desviando de rota devido ao lançamento.
- A astronauta Christina Koch atuou como 'encanadora espacial' para reparar um problema no banheiro da nave Orion.
- A Nasa divulgou imagens de alta resolução da Terra e Vênus capturadas pelos astronautas, incluindo uma visão parcial da cabine da espaçonave Orion e uma foto do planeta inteiro com aurora boreal.
- A missão, com duração de cerca de 10 dias, fará um sobrevoo ao redor da Lua sem pousar, focando no teste de sistemas da nave Orion e nos efeitos do espaço profundo nos astronautas.
- A tripulação, composta por três americanos e um canadense, realizará experimentos para estudar os efeitos do espaço no corpo humano, incluindo monitoramento de sono, cognição e exposição à radiação.
- O retorno da Orion está previsto para o Oceano Pacífico, na costa de San Diego, abrindo caminho para futuras etapas do programa Artemis.
A missão Artemis 2 da Nasa foi lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, às 19h35 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Esta é a primeira missão tripulada do programa que busca retornar humanos à Lua após mais de 50 anos. A bordo da nave Orion estão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Durante a partida do foguete, o tráfego aéreo perto de Cabo Canaveral foi temporariamente alterado, com aeronaves desviando de rota, conforme registrado em vídeo pelo Flightradar24. A transmissão ao vivo do lançamento reuniu mais de 2,8 milhões de espectadores simultâneos.
Após o lançamento, a Artemis 2 deixou a órbita da Terra 25 horas após a decolagem, concluindo a manobra de injeção translunar e colocando a cápsula Orion e sua tripulação em trajetória rumo à Lua. Esta é a primeira vez desde a Apollo 17, em 1972, que astronautas deixam a órbita terrestre com destino ao entorno lunar. O primeiro dia de voo incluiu testes, abertura de painéis solares, ajustes de órbita e demonstração de pilotagem manual. Problemas pontuais, como falha temporária de comunicação e um ajuste no vaso sanitário, foram normalizados no início da viagem. A astronauta e engenheira elétrica Christina Koch resolveu uma falha no sistema sanitário da cápsula Orion, autodenominando-se a "encanadora espacial" após o reparo do Universal Waste Management System (UWMS). Koch considerou o vaso sanitário o equipamento mais importante a bordo e expressou alívio após o conserto. O astronauta canadense Jeremy Hansen descreveu as vistas da Terra como "fenomenais".
A Nasa divulgou as primeiras fotografias da Terra capturadas pelos tripulantes da missão, incluindo uma visão parcial da cabine da espaçonave Orion e uma foto do planeta inteiro com aurora boreal. A tripulação também registrou uma imagem impressionante da Terra e Vênus durante a jornada da cápsula Orion em direção à Lua, acompanhada da mensagem 'Oi, Mundo'. O capitão da missão, Reid Wiseman, foi o fotógrafo de uma das imagens, enquanto Jeremy Hansen e Christina Koch expressaram a emoção da vista. A nave Orion gerou impulso por quase seis minutos para deixar a órbita da Terra, que está mil vezes mais longe da ISS.
Com duração prevista de cerca de 10 dias, a Artemis 2 realizará um sobrevoo ao redor da Lua sem pousar, diferentemente das missões Apollo. O objetivo principal é testar os sistemas da nave Orion, monitorar a exposição à radiação, avaliar a interação da tripulação com sistemas automatizados e os efeitos do espaço profundo nos astronautas, servindo como um ensaio geral crucial para os planos da Nasa de pousar na Lua e estabelecer uma ocupação permanente. Os astronautas farão fotos em alta resolução da superfície lunar e observações do lado oculto da Lua em 6 de abril.
Além dos testes de sistemas, a missão Artemis 2 visa ampliar pesquisas sobre os efeitos do espaço no corpo humano, sendo a primeira vez em décadas que astronautas atuarão como voluntários em experimentos científicos fora da órbita terrestre baixa. Os estudos a bordo incluem monitoramento de sono, cognição, sistema imunológico e exposição à radiação. O experimento ARCHeR analisará como missões de longa duração afetam o sono, estresse, desempenho cognitivo e trabalho em equipe. A tripulação fornecerá amostras de saliva e sangue para análise de biomarcadores imunológicos e investigação de reativação de vírus latentes. O experimento "Avatar" utilizará a tecnologia de "órgãos em chip" para simular a resposta da medula óssea à radiação e microgravidade, enquanto sensores na cápsula Orion e dispositivos individuais monitorarão a exposição à radiação em tempo real. A nave fará uma volta completa na Lua, passando pelo lado oculto, e retornará à Terra em 10 de abril, com o pouso previsto no Oceano Pacífico, na costa de San Diego. A missão, se bem-sucedida, será o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos e abrirá caminho para futuras etapas do programa Artemis, com um retorno à superfície lunar programado para missões como a Artemis 3 em 2028.
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