A Missão Artemis II, lançada em 1º de abril de 2026 pela NASA, é a primeira missão tripulada à órbita lunar em mais de 50 anos, utilizando a nave Órion. Após deixar a órbita terrestre em 2 de abril, a tripulação orbitará a face não visível da Lua por dez dias, estabelecendo um novo recorde de distância para humanos no espaço. Esta etapa crucial visa testar a cápsula Órion e seus sistemas de suporte à vida, preparando o caminho para futuros pousos tripulados na Lua e, eventualmente, a exploração de Marte, sem prever um pouso lunar nesta fase.
A Missão Artemis II é uma iniciativa da NASA, a agência espacial americana, que enviou uma tripulação humana para a órbita lunar a bordo da nave Órion. Lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, esta missão representa a primeira vez em mais de 50 anos que astronautas viajaram para as proximidades da Lua. Após 25 horas em órbita da Terra, a cápsula Órion acionou seus motores em 2 de abril de 2026, realizando a ignição translunar e deixando a órbita terrestre rumo à Lua. O objetivo principal é levar a tripulação ao ponto mais distante do espaço já alcançado por humanos, orbitando a face não visível da Lua por dez dias antes de retornar à Terra. A Artemis II é uma etapa crucial de preparação para futuros pousos tripulados no satélite natural, mas não prevê um pouso de astronautas na superfície lunar nesta fase, diferentemente das missões Apolo. A missão estabeleceu um novo recorde para a viagem mais distante já realizada por humanos, alcançando cerca de 406.000 km no espaço. Seus objetivos incluem testar a cápsula Orion e os sistemas de suporte à vida em um voo ao redor da Lua, garantindo a segurança e a preparação para futuras explorações mais ambiciosas. Durante as primeiras 24 horas em órbita da Terra, os astronautas realizaram diversos testes nos equipamentos de navegação e comunicação, além de fotografar a Terra, com o comandante Reid Wiseman descrevendo a vista como "espetacular". O astronauta Jeremy Hansen descreveu as vistas como "fenomenais", afirmando que a tripulação ficou "grudada nas janelas da cápsula".
A Missão Artemis II se insere no programa Artemis da NASA, que busca restabelecer a presença humana na Lua. A última vez que humanos estiveram na Lua foi em 1972, com a missão Apollo 17. A diretora da NASA, Lori Glaze, anunciou que, com a ignição translunar bem-sucedida em 2 de abril de 2026, "pela primeira vez desde 1972, durante a Apollo 17, seres humanos deixaram a órbita da Terra". A Artemis II foi agendada após a conclusão bem-sucedida de um "ensaio de trajes molhados" (wet dress rehearsal), um teste fundamental que envolve o abastecimento do foguete e uma simulação completa da contagem regressiva. A diretora da NASA, Lori Glaze, afirmou que todos os problemas identificados em testes anteriores foram solucionados, indicando a prontidão para a missão. Em 21 de fevereiro, a NASA anunciou o adiamento da missão para corrigir uma falha técnica no foguete Space Launch System (SLS), construído pela Boeing. Engenheiros detectaram uma interrupção no fluxo de hélio, gás essencial para o lançamento, na parte superior do veículo. O administrador da NASA, Jared Isaacman, informou que os reparos exigiram que o foguete fosse removido da plataforma de lançamento e levado de volta ao hangar Vehicle Assembly Building no Kennedy Space Center (KSC). Uma falha semelhante envolvendo hélio já havia ocorrido no primeiro voo do SLS em 2022. Após os reparos, a missão foi lançada com sucesso em 1º de abril de 2026 do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, e o foguete entrou em órbita cerca de 10 minutos depois do lançamento, sem falhas identificadas inicialmente. Esta missão é um passo intermediário para o objetivo da NASA de realizar o próximo pouso tripulado na Lua em 2028 e, posteriormente, a exploração de Marte. Apesar do grande avanço tecnológico desde 1969, a Artemis II tem objetivos diferentes do programa Apolo, focando na complexidade e nos riscos de um pouso lunar para o planejamento de missões futuras.
1 de abr, 2026