A exploração espacial, que utiliza astronomia e tecnologia para desvendar o espaço, alcançou um marco significativo com o programa Apollo, que levou humanos à Lua. Após décadas, o programa Artemis da NASA, em colaboração com a Agência Espacial Canadense, visa retomar a presença humana na Lua, com a missão Artemis II lançada em 1º de abril de 2026. Esta missão tripulada, que inclui pela primeira vez uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano, estabeleceu um novo recorde de distância percorrida por humanos e é um passo crucial para futuros pousos lunares e a exploração de Marte.
A exploração espacial refere-se ao uso da astronomia e da tecnologia espacial para explorar o espaço sideral. Um dos marcos mais significativos na exploração espacial tripulada foi o programa Apollo da NASA, que levou humanos à Lua. Após um hiato de mais de 50 anos desde a última missão tripulada à Lua em 1972, a NASA, em colaboração com a Agência Espacial Canadense, está desenvolvendo o programa Artemis, com o objetivo de retornar humanos à órbita lunar e, eventualmente, pousar novamente no satélite natural. A missão Artemis II, que levará uma tripulação ao ponto mais distante do espaço já alcançado por humanos, orbitando o lado oculto da Lua por dez dias, teve seu lançamento adiado de março para abril de 2026. Em 1º de abril de 2026, a missão foi lançada com sucesso, marcando a primeira missão tripulada à Lua em 54 anos e estabelecendo um novo recorde para a viagem mais distante já realizada por humanos, atingindo cerca de 406.000 km no espaço. Em 2 de abril de 2026, 25 horas após a decolagem, a cápsula Orion deixou a órbita da Terra, com os astronautas realizando testes nos equipamentos de navegação e comunicação e contemplando as vistas "fenomenais" da Terra antes de seguir rumo à Lua. O retorno da missão está previsto para 10 de abril de 2026.
Desde a missão Apollo 17 em 1972, que marcou a última vez que humanos estiveram na Lua, a exploração espacial tripulada com destino lunar permaneceu inativa por décadas. A NASA tem trabalhado no desenvolvimento do programa Artemis para retomar a presença humana na Lua. A missão Artemis II, que representa um passo crucial nesse programa, teve seu lançamento, inicialmente previsto para 6 de março de 2026, adiado após engenheiros detectarem uma interrupção no fluxo de hélio, um gás essencial para o lançamento, na parte superior do foguete Space Launch System (SLS), construído pela Boeing. Para corrigir a falha, o foguete foi removido da plataforma de lançamento e levado de volta ao hangar Vehicle Assembly Building, no Kennedy Space Center (KSC), na Flórida. Após os reparos, a missão Artemis II foi lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, às 19h36 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. O foguete entrou em órbita cerca de 10 minutos após o lançamento, sem falhas identificadas. Em 2 de abril de 2026, 25 horas após a decolagem, a cápsula Orion acionou seus motores e partiu da órbita da Terra em direção à Lua, a quase 400.000 quilômetros de distância. Lori Glaze, da NASA, anunciou que esta foi a primeira vez desde 1972 que seres humanos deixaram a órbita da Terra. Durante as primeiras 24 horas em órbita terrestre, os astronautas realizaram diversos testes nos equipamentos de navegação e comunicação e fotografaram a Terra, com o comandante da missão, Reid Wiseman, descrevendo a vista como "espetacular". O astronauta canadense Jeremy Hansen relatou que ele e seus companheiros de tripulação ficaram "grudados nas janelas" contemplando as vistas "fenomenais". Este lançamento bem-sucedido e a ignição translunar são considerados passos importantes para o retorno de humanos à superfície lunar antes de 2028 e para a futura exploração de Marte. A tripulação, composta pelos astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e pelo canadense Jeremy Hansen, é notável por incluir pela primeira vez uma mulher, um homem negro e um cidadão não americano em uma missão lunar. O lançamento foi acompanhado por uma grande plateia no próprio Cabo Canaveral. A jornada, prevista para durar dez dias, é um teste importante para os planos da Agência Espacial Americana de pousar na Lua ainda nesta década e estabelecer uma ocupação permanente por lá. Ao chegar ao satélite, a nave executará uma volta completa, passando pelo lado oculto da Lua, e, em seguida, aproveitará a força da gravidade para retornar à Terra, com previsão de chegada em 10 de abril de 2026.
1 de abr, 2026