Lula critica tarifas dos EUA e defende sistema Pix em Goiás
Lula contesta tarifas de 25% impostas pelos EUA e defende o Pix, enquanto acusa o clã Bolsonaro de solicitar intervenção estrangeira no sistema financeiro e comercial brasileiro.
Pontos principais
- O governo dos EUA ameaça aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, impactando potencialmente 21% das exportações nacionais.
- Lula acusa o senador Flávio Bolsonaro de solicitar a Donald Trump intervenções no Pix e a aplicação de taxas comerciais.
- O governo americano alega prejuízos a empresas como Mastercard e Visa e classificou facções criminosas brasileiras como terroristas.
- Flávio Bolsonaro nega as acusações, afirmando que solicitou a Trump a não taxação de produtos brasileiros.
- A Febraban defende o Pix como infraestrutura essencial para a economia e a competição financeira.
- Empresas e governo têm até 15 de julho para apresentar manifestações formais contra as propostas tarifárias.
- Além da disputa financeira, os EUA investigam temas como propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
Durante agenda em Rio Verde, Goiás, o presidente Lula reforçou sua oposição à decisão do governo de Donald Trump de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços alertou que a medida pode atingir 21% das exportações do Brasil para os EUA. O governo americano justifica a retaliação alegando prejuízos a operadoras como Mastercard e Visa devido ao Pix, além de ter anunciado a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas. Em resposta, Lula afirmou que o governo não permitirá interferências externas no sistema de pagamentos, que é defendido pela Febraban como um pilar de eficiência e competição.
O presidente também responsabilizou o senador Flávio Bolsonaro por supostamente pedir a Trump que interviesse no Pix e na política comercial brasileira. O parlamentar negou as acusações, sustentando que sua interlocução visava evitar a taxação de produtos nacionais. Enquanto o impasse diplomático se desenrola, o governo brasileiro e o setor privado possuem prazo até 15 de julho para formalizar contestações contra as propostas tarifárias. Paralelamente às tensões, a agenda comercial entre os dois países segue sob pressão devido a investigações americanas sobre propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
