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Justiça anula licença de tirolesa no Pão de Açúcar e condena réus

A Justiça Federal do Rio de Janeiro anulou a licença para a tirolesa entre o Pão de Açúcar e a Urca, condenou os réus a R$ 30 milhões e exigiu recuperação da área.

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Foto: InfoMoney
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31/03 às 23:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • A Justiça Federal do Rio de Janeiro anulou a licença para a implantação de uma tirolesa no Pão de Açúcar.
  • A decisão, do juiz Paulo André Espírito Santo Manfredini, atende a uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF).
  • A sentença aponta vício de motivação insuficiente e ausência de debate público na autorização concedida pelo Iphan.
  • A Companhia Caminho Aéreo do Pão de Açúcar (CCAPA) deve apresentar um plano de recuperação da área em até 60 dias e um Plano Diretor de Gestão em 120 dias.
  • Os réus foram condenados a pagar R$ 30 milhões em indenização por danos morais ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
  • O MPF alegou que a CCAPA "mutilou a rocha do morro do Pão de Açúcar" sem autorização, causando dano irreversível.
  • O Parque Bondinho Pão de Açúcar expressou surpresa com a decisão e está analisando as medidas cabíveis.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro anulou a licença para a instalação de uma tirolesa que ligaria os morros do Pão de Açúcar e da Urca. A decisão, proferida pelo juiz Paulo André Espírito Santo Manfredini, atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que questionava a legalidade do processo de licenciamento e alegou que a Companhia Caminho Aéreo do Pão de Açúcar (CCAPA) "mutilou a rocha do morro do Pão de Açúcar" sem autorização.

A sentença considera que houve vício de motivação insuficiente e ausência de debate público na concessão da licença pelo Iphan. Além de impedir qualquer construção da tirolesa, a decisão obriga a CCAPA a apresentar um plano de recuperação da área degradada em até 60 dias e um Plano Diretor de Gestão da área concedida em 120 dias. Os réus também foram condenados a pagar R$ 30 milhões em indenização por danos morais, valor que será revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos. O Parque Bondinho Pão de Açúcar manifestou surpresa com a decisão e informou que está analisando as medidas cabíveis.

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