Pesquisa do Unicef revela que sobrecarga materna, preço e aspectos afetivos levam famílias urbanas brasileiras a consumir ultraprocessados, apesar da preocupação com alimentação saudável.
Uma pesquisa recente do Unicef aponta que fatores sociais, como a sobrecarga materna, o preço e aspectos afetivos, são determinantes para o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas brasileiras. O estudo, que entrevistou cerca de 600 famílias em Belém, Recife e Rio de Janeiro, revela que, apesar da preocupação dos pais com uma alimentação saudável, esses produtos são frequentemente consumidos no café da manhã e lanches infantis.
A pesquisa também identificou que muitos entrevistados não reconhecem produtos como iogurtes com sabor e nuggets como ultraprocessados, além de não compreenderem a rotulagem frontal. A percepção de que ultraprocessados são mais acessíveis financeiramente do que alimentos frescos contribui para essa escolha. O Unicef recomenda fortalecer a regulação desses produtos, expandir creches e escolas em tempo integral, e investir em comunicação e orientação alimentar para mitigar o problema.
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